No Brasil, uma proposta legislativa adormecida no Senado desde julho levanta uma questão que atravessa democracias ao redor do mundo: onde termina a inteligência de Estado e onde começa a investigação criminal? O projeto do senador Nelsinho Trad, se aprovado, ergueria uma barreira formal entre esses dois mundos, impedindo que relatórios de inteligência sirvam como prova em processos penais — uma distinção que, para seus defensores, é a diferença entre um Estado estratégico e um Estado vigilante. O momento não é neutro: a proposta emerge enquanto investigações de alto perfil no STF dependem exa