A partir de janeiro, Portugal alarga a proibição de telemóveis nas escolas até ao 9.º ano, estendendo-a aos espaços comuns como recreios e refeitórios. A medida não nasce do medo da tecnologia, mas de uma pergunta incómoda: se os adultos não conseguem resistir ao impulso de pegar no telemóvel, como se pode esperar que adolescentes em pleno desenvolvimento cerebral o façam? A escola, enquanto espaço de formação, tem não apenas o direito mas a responsabilidade de estabelecer regras que a família, por vezes, não consegue ou não quer impor.