IFSertãoPE promove dia de campo para fortalecer vínculos entre escolas e programa de ciência

A ciência não é abstrata, é instrumento concreto de transformação
Docentes do campus explicavam o impacto de seus projetos para a formação acadêmica e a comunidade.

No coração do sertão pernambucano, onde a distância das grandes cidades poderia significar distância do conhecimento, o Instituto Federal abriu suas portas para aproximar escolas públicas da ciência viva. No dia 26 de junho de 2026, bolsistas e coordenadores de dez instituições de ensino de quatro municípios visitaram o campus Petrolina Zona Rural como parte do Programa Mais Ciência na Escola — um esforço federal que já instalou 15 laboratórios maker na região. O gesto carrega uma convicção antiga: que o acesso à tecnologia e à investigação científica não é privilégio de poucos, mas instrumento de transformação para todos.

  • Estudantes e professores do sertão pernambucano vivem cotidianamente a escassez de recursos tecnológicos e científicos nas escolas públicas da região.
  • O dia de campo no campus Petrolina Zona Rural reuniu representantes de dez escolas de Petrolina, Afrânio, Lagoa Grande e Cabrobó, criando um encontro incomum entre o ensino básico e o ambiente acadêmico.
  • Ao percorrer trilhas ecológicas, laboratórios de piscicultura, sistemas de hidroponia e projetos de agroecologia, os visitantes viram na prática que ciência pode ser concreta, local e transformadora.
  • A professora Bárbara Stella Fernandes observou seus alunos se engajarem de forma genuína — algo que a sala de aula tradicional raramente consegue provocar com a mesma intensidade.
  • O programa federal, nascido em 2024 da parceria entre MEC, MCTI e CNPq, já instalou 15 laboratórios maker nas escolas da região, e o evento sinalizou que essa rede de colaboração está apenas começando a ganhar força.

O campus Petrolina Zona Rural do IFSertãoPE abriu suas instalações na sexta-feira, 26 de junho, para receber bolsistas e coordenadores de dez escolas públicas do sertão pernambucano. O encontro integrava o Programa Mais Ciência na Escola, especificamente o Nó Sertão do São Francisco Pernambucano, e reuniu representantes de escolas de Petrolina, Afrânio, Lagoa Grande e Cabrobó.

Durante o dia de campo, os visitantes percorreram espaços como a Trilha Ecológica Inclusiva, o projeto ReciclaIF, o Núcleo de Extensão em Agroecologia, sistemas de hidroponia, o Horto Medicinal Orgânico e o Laboratório de Piscicultura. Em cada parada, docentes e estudantes do campus apresentavam o trabalho desenvolvido e seu impacto tanto na formação acadêmica quanto na comunidade local. A mensagem era clara: a ciência é um instrumento concreto de transformação social.

A professora Bárbara Stella Fernandes, da Escola Municipal Paulo Freire, saiu do evento impressionada com o engajamento genuíno de seus alunos — uma experiência que a sala de aula tradicional dificilmente oferece. Para ela, o dia funcionou como um catalisador, mostrando aos estudantes o que é possível construir com o conhecimento que já possuem.

Fabiana Dantas, coordenadora do Nó Sertão do São Francisco, destacou que o encontro tinha dois propósitos: acolher os bolsistas vinculados ao programa e fortalecer a integração entre as instituições, com o campus funcionando como um hub que conecta as escolas da região.

O Programa Mais Ciência na Escola surgiu em junho de 2024 de uma parceria entre o Ministério da Educação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o CNPq. Por meio do Nó Sertão do São Francisco, foram instalados 15 laboratórios maker em escolas públicas da região — e o dia de campo foi tanto uma celebração desse avanço quanto o primeiro passo de uma rede que ainda está se formando.

O Instituto Federal do Sertão Pernambucano funciona como uma rede de campi espalhados pela região, oferecendo educação pública e gratuita com foco em formação profissional, tecnológica e desenvolvimento sustentável. Na última sexta-feira, 26 de junho, essa instituição abriu as portas do campus Petrolina Zona Rural para um encontro que reuniu bolsistas e coordenadores de dez escolas públicas do sertão pernambucano.

O evento fazia parte do Programa Mais Ciência na Escola — especificamente do Nó Sertão do São Francisco Pernambucano — e tinha um objetivo claro: aproximar as escolas participantes do trabalho científico e tecnológico que acontece dentro do campus. Vieram representantes das escolas José Nunes de Santana, Paulo Freire, José Cícero de Amorim, João Rodrigues de Macedo, Núcleo de Moradores 7, Núcleo de Moradores 9 e Luiz de Souza, todas em Petrolina; Clementino Coelho, de Afrânio; Governador Eduardo Henrique Accioly Campos, de Lagoa Grande; e Joaquim André Cavalcanti, de Cabrobó.

Durante o dia de campo, os visitantes circularam por diversos espaços do campus: a Trilha Ecológica Inclusiva, o projeto ReciclaIF, o Núcleo de Extensão em Agroecologia, sistemas de Hidroponia, a iniciativa IFEduca 4.0, o InoviSertão, o Cineminha da Trilha, o Horto Medicinal Orgânico, o Laboratório de Piscicultura e a Agrofloresta. Em cada parada, docentes e estudantes do campus explicavam o que faziam, como funcionava, e qual era o impacto daquele trabalho tanto para a formação acadêmica quanto para a comunidade ao redor. A mensagem subjacente era consistente: a ciência não é abstrata, é um instrumento concreto de transformação social e de abertura de oportunidades.

Bárbara Stella Fernandes, professora de Matemática da Escola Municipal Paulo Freire, saiu do evento impressionada. Ela viu seus alunos se engajarem de forma genuína com o que estava sendo apresentado, e reconheceu que aquela experiência oferecia algo que a sala de aula tradicional dificilmente consegue oferecer: uma visão tangível do que é possível fazer, tanto dentro da escola quanto no futuro profissional. Para ela, o dia de campo funcionou como um catalisador — mostrou aos estudantes que as ferramentas e conhecimentos que eles têm acesso hoje podem ser transformados em algo maior.

Fabiana Dantas, coordenadora do Nó Sertão do São Francisco, explicou que o encontro tinha dois propósitos entrelaçados. Primeiro, acolher os bolsistas que estão vinculados às escolas participantes do programa. Segundo, fortalecer a integração entre as instituições — criar uma rede de colaboração onde o campus funciona como um hub que conecta as escolas da região e mostra na prática o que significa fazer ciência em um ambiente acadêmico. Para ela, foi um momento único, e a esperança é que esse vínculo continue se aprofundando.

O Programa Mais Ciência na Escola nasceu de uma parceria entre o Ministério da Educação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em junho de 2024. A proposta era ambiciosa: promover letramento digital e educação científica através da implantação de laboratórios maker em escolas públicas. Através do Nó Sertão do São Francisco — coordenado justamente pelo campus Petrolina Zona Rural do IFSertãoPE — foram instalados 15 desses laboratórios em escolas públicas do sertão pernambucano. O dia de campo foi, portanto, um momento de celebração desse trabalho e também de consolidação de uma rede que está apenas começando a se formar.

Fiquei encantada, os meninos adoraram também. Deu uma perspectiva muito forte do que eles podem fazer na escola e no futuro deles.
— Bárbara Stella Fernandes, professora de Matemática da Escola Municipal Paulo Freire
O campus Petrolina Zona Rural é esse nó que conecta as escolas contempladas desta região e a gente conseguiu se conectar a diversos núcleos do campus para mostrar um pouquinho o que é fazer ciência.
— Fabiana Dantas, coordenadora do Nó Sertão do São Francisco
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que um dia de campo é importante nesse contexto? Não seria mais eficiente simplesmente enviar materiais ou documentação?

Model

Um dia de campo faz algo que documentação não consegue fazer: coloca as pessoas dentro da experiência. Quando um estudante vê um laboratório de hidroponia funcionando, vê alguém explicando como aquilo funciona, consegue tocar, fazer perguntas — isso muda a percepção do que é possível.

Inventor

Mas essas escolas já têm acesso a tecnologia através dos laboratórios maker que foram implantados. O que mais elas ganham visitando o campus?

Model

Os laboratórios maker nas escolas são ferramentas. O campus é um ecossistema. Quando você visita, vê como essas ferramentas se conectam com pesquisa, com extensão, com projetos reais que impactam a comunidade. Você vê a escala, a profundidade, as possibilidades.

Inventor

A professora Bárbara mencionou que os alunos viram "novas oportunidades". Que tipo de oportunidade ela estava descrevendo?

Model

Ela estava falando sobre a possibilidade de transformar curiosidade e conhecimento em ação. Muitos desses estudantes crescem em contextos onde a ciência parece distante, algo que acontece em outro lugar. Ver que é possível fazer ciência ali, com o que têm em mãos, muda a trajetória.

Inventor

E para o programa federal? O que esse dia de campo representa em termos de objetivos?

Model

Representa consolidação. O programa foi lançado há dois anos. Agora precisa mostrar que os 15 laboratórios não são ilhas isoladas — que eles fazem parte de uma rede, que há suporte, que há um caminho claro de aprofundamento. O dia de campo é prova de que a estrutura está funcionando.

Contact Us FAQ