Professor paraense apresenta app de Química com IA no Gemini Summit 2026

A molécula deixa de ser ideia vaga e vira algo que se pode ver
Jefferson explica como o aplicativo transforma a aprendizagem de geometria molecular ao permitir visualização 3D interativa.

Em um tempo em que a escola busca falar a língua dos jovens, um professor paraense encontrou na Inteligência Artificial uma ponte entre o abstrato e o visível. Thomaz Jefferson apresentou no Gemini Summit 2026, evento nacional da Google for Education, um aplicativo que transforma moléculas em estruturas tridimensionais interativas — tornando palpável aquilo que os livros didáticos sempre deixaram no campo da imaginação. É um gesto pequeno em escala, mas significativo em intenção: aproximar o conhecimento científico da realidade tecnológica que os estudantes já habitam.

  • A geometria molecular é um dos tópicos que mais reprovam alunos no Enem — e a causa é simples: pedir que se imagine o espaço tridimensional a partir de desenhos planos é pedir demais.
  • Thomaz Jefferson, professor da rede estadual do Pará, decidiu enfrentar esse obstáculo criando um aplicativo com Google Gemini que gera visualizações 3D interativas de moléculas como metano, amônia e tetrafluoreto de xenônio.
  • O trabalho foi apresentado no Gemini Summit 2026, evento online de três semanas que reuniu educadores de todo o Brasil para debater o uso pedagógico, ético e crítico da IA na educação.
  • Entre dezenas de experiências inovadoras, a ferramenta do professor paraense ganhou destaque por resolver um problema concreto de aprendizagem com uma solução acessível e replicável.
  • O horizonte aponta para maior engajamento estudantil: quando a escola fala a linguagem tecnológica dos jovens, o conteúdo deixa de ser abstrato e passa a fazer sentido no mundo real deles.

Thomaz Jefferson, professor da rede estadual do Pará, apresentou no Gemini Summit 2026 um aplicativo de Química construído com Inteligência Artificial que permite aos estudantes visualizar moléculas em três dimensões, de forma interativa. O evento, organizado pela Google for Education em formato online ao longo de três semanas, reuniu educadores e gestores de todo o Brasil para explorar o uso da IA na sala de aula com responsabilidade pedagógica e senso crítico.

A ferramenta foi desenvolvida especificamente para o Ensino Médio e para a preparação do Enem, com foco em geometria molecular — um dos tópicos que mais desafia os alunos justamente por exigir a capacidade de imaginar estruturas no espaço tridimensional. Com o aplicativo, geometrias como a tetraédrica do metano, a piramidal da amônia e a quadrada planar do tetrafluoreto de xenônio deixam de ser conceitos abstratos e passam a ser objetos que o aluno pode ver e explorar.

O que torna isso possível é o Google Gemini, a IA generativa do Google, que Jefferson utilizou para criar essas visualizações interativas. Para ele, a tecnologia não é apenas um recurso de eficiência — é uma forma de aproximar a escola do universo tecnológico que os jovens já habitam no cotidiano. Quando essa aproximação acontece, o engajamento cresce e o aprendizado ganha significado. O aplicativo do professor paraense é um exemplo concreto de como essa ponte pode ser construída dentro da sala de aula.

Thomaz Jefferson, professor na rede estadual de ensino do Pará, subiu ao palco do Gemini Summit 2026 com uma ferramenta que promete transformar a forma como estudantes entendem Química. O aplicativo que desenvolveu usa Inteligência Artificial para fazer algo que os livros didáticos nunca conseguiram fazer bem: mostrar moléculas em movimento, em três dimensões, de forma clara e interativa.

O evento, organizado pela Google for Education, reuniu educadores e gestores de todo o Brasil em uma programação online de três semanas dedicada a explorar como a IA pode ser usada na sala de aula de forma pedagógica, ética e crítica. Entre dezenas de experiências inovadoras apresentadas por diferentes redes de ensino, o trabalho do professor paraense ganhou destaque especial. Sua ferramenta foi construída especificamente para o Ensino Médio e para preparação do Enem, focando em um dos tópicos que mais desafia os alunos: a geometria molecular.

A dificuldade é real. Geometria molecular exige que o estudante visualize estruturas no espaço tridimensional — algo que a maioria das pessoas acha abstrato demais para compreender apenas lendo descrições ou olhando desenhos em duas dimensões no papel. Jefferson explica que seu aplicativo resolve esse problema ao permitir que os alunos vejam, de forma clara e manipulável, as geometrias que estudam. Entre os exemplos que o app trabalha estão a geometria tetraédrica (como na molécula de metano), a piramidal (como na amônia) e a quadrada planar (como no tetrafluoreto de xenônio) — estruturas comuns nos estudos de Química Orgânica e Inorgânica.

O professor reconhece que a geometria molecular é particularmente desafiadora no Enem justamente porque cobra essa capacidade de abstração espacial dos candidatos. Com o aplicativo, o estudante consegue visualizar a molécula em 3D, o que muda completamente a experiência de aprendizado. Não é mais uma ideia vaga; é algo que pode ser visto, explorado, entendido.

O que torna a ferramenta possível é o uso do Google Gemini, a IA generativa do Google, para criar essas visualizações interativas. Jefferson vê isso como um avanço significativo para a prática docente. A IA permite aproximar conteúdos que são fundamentalmente abstratos de experiências visuais e interativas que os alunos conseguem compreender. Isso amplia as possibilidades de inovação em sala de aula e torna a aprendizagem mais significativa.

Além disso, há uma dimensão mais ampla nessa história. Os jovens de hoje vivem cercados por linguagens tecnológicas. Usar IA para ensinar Química não é apenas uma questão de eficiência pedagógica; é também uma forma de aproximar os conteúdos escolares do mundo em que esses alunos realmente vivem. Quando a escola consegue fazer isso, o engajamento aumenta, a aprendizagem se fortalece, e os estudantes veem sentido no que estão aprendendo. O aplicativo de Jefferson é um exemplo concreto de como essa ponte pode ser construída.

A geometria molecular é um tema de alta dificuldade no Enem por exigir abstração espacial. Com o aplicativo, o estudante consegue visualizar a molécula em 3D, o que facilita a compreensão e torna o aprendizado mais efetivo.
— Professor Thomaz Jefferson
O uso do Gemini na criação de aplicativos educacionais permite aproximar conteúdos abstratos de experiências visuais e interativas, contribuindo para uma aprendizagem mais significativa.
— Professor Thomaz Jefferson
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a geometria molecular é tão difícil de ensinar sem uma ferramenta como essa?

Model

Porque você está pedindo ao aluno para imaginar algo que ele nunca viu. Uma molécula de metano não existe em tamanho que você possa apontar para ela na sala de aula. Os livros mostram desenhos em 2D, mas a realidade é 3D. Seu cérebro tem que fazer um salto abstrato enorme.

Inventor

E o aplicativo resolve isso simplesmente mostrando a molécula em 3D?

Model

Exatamente. Mas não é só mostrar uma imagem estática. É interativo. O aluno pode girar a molécula, vê-la de diferentes ângulos, entende como os átomos se posicionam no espaço. De repente, aquilo que era abstrato vira concreto.

Inventor

Qual é o papel da IA aqui? Por que não era possível fazer isso sem Inteligência Artificial?

Model

A IA permite que o aplicativo seja dinâmico e adaptável. O Gemini consegue gerar essas visualizações de forma rápida e pode até explicar o que está acontecendo. Sem IA, você teria que programar cada molécula manualmente. Com IA, o sistema consegue criar e adaptar as visualizações conforme necessário.

Inventor

Isso muda a forma como os alunos se preparam para o Enem?

Model

Muda completamente. No Enem, as questões de geometria molecular cobram justamente essa visualização espacial. Se o aluno treinou apenas com desenhos no papel, ele chega na prova ainda tendo que fazer aquele salto abstrato. Se treinou com o aplicativo, já viu a molécula de verdade — ou tão perto disso quanto possível — e consegue responder com mais segurança.

Inventor

Há algo de mais profundo aqui sobre tecnologia e educação?

Model

Sim. A tecnologia não deveria estar separada da educação. Os alunos vivem em um mundo tecnológico. Quando a escola consegue usar IA para ensinar melhor, ela não está sendo futurista — está sendo relevante. Está dizendo: isso que você aprende aqui importa, e a forma como você aprende reflete o mundo em que você vive.

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