Quando a Polícia Federal brasileira estendeu a mão em direção a documentos financeiros de uma produtora americana, encontrou não uma porta aberta, mas a arquitetura inteira do direito internacional erguida como fronteira. Michael Davis, sócio majoritário da Go Up Entertainment LLC, recusou-se a entregar papéis relativos ao filme Dark Horse sem a chancela de um juiz americano — lembrando, com isso, que investigações que cruzam fronteiras carregam consigo a complexidade de dois sistemas jurídicos que nem sempre falam a mesma língua. O impasse, agora registrado nos autos do inquérito, ilumina uma