Quando o dinheiro público financia a arte, a fronteira entre criação e desvio pode se tornar tênue. A Polícia Federal investiga a produção do filme Dark Horse, financiada por emendas parlamentares, após descobertas de gastos que incluem faturas de cartão de crédito de um ex-secretário de governo, R$ 700 mil em hotel de luxo e projeções de bilheteria que superariam Vingadores: Ultimato — números que desafiaram a credulidade dos órgãos de fiscalização. O caso levanta questões duradouras sobre os limites da ambição artística quando sustentada por recursos coletivos.