Durante duas décadas, mais de 1.300 pessoas carregaram em suas noites mal dormidas uma informação que só o tempo revelaria: a qualidade do sono aos 40 anos deixa impressões mensuráveis no cérebro que emergem, décadas depois, como biomarcadores do Alzheimer. Pesquisadores de universidades francesas e americanas descobriram que a insônia na meia-idade está associada a maior atrofia cerebral e a elevações de proteínas ligadas à morte neuronal — sinais de que o envelhecimento do cérebro não começa na velhice, mas muito antes, nas horas que escolhemos — ou não conseguimos — descansar. O estudo não