Em Singapura, o primeiro-ministro receberá um aumento salarial de aproximadamente R$ 5,6 milhões anuais, consolidando sua posição como o líder político mais bem remunerado do mundo. A decisão não é um acidente administrativo, mas o reflexo de uma filosofia deliberada: a de que governar bem exige atrair os melhores, e que isso tem um preço. Em um momento em que desigualdade e equidade pública dominam o debate global, Singapura escolhe, mais uma vez, nadar contra a corrente — e convida o mundo a questionar o que realmente se valoriza quando se fala em serviço público.