Há poucas semanas no cargo, o primeiro-ministro britânico Andy Burnham trocou mensagens com alguém que se fazia passar por Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca — um engano suficientemente grave para mobilizar a embaixada britânica em Washington. O incidente insere-se numa série de fraudes de identidade cada vez mais sofisticadas dirigidas a figuras políticas britânicas de topo, evocando a velha tensão entre o poder e a sua própria vulnerabilidade. A questão que fica suspensa não é apenas quem está por detrás destas operações, mas até onde chegam as suas raízes.