Quando um clube histórico se vê à beira do abismo, as escolhas que faz revelam mais sobre seu estado interno do que sobre qualquer estratégia. O Inter, ameaçado pelo rebaixamento pela primeira vez em uma década, contratou Eduardo Baptista — um técnico que deixou o Criciúma de surpresa e chegou a Porto Alegre como quinta opção, carregando o peso do ceticismo antes mesmo de entrar em campo. Nesse gesto, o clube gaúcho não apenas escolheu um treinador; expôs a fragilidade de suas instituições diante da pressão.