Durante mais de duas décadas, os investigadores Botond Roska e José-Alain Sahel perseguiram uma ideia que desafiava o senso comum médico: que a retina destruída pela doença ainda guarda estruturas capazes de ver, se soubermos como acordá-las. Esta terça-feira, em Lisboa, o Prémio António Champalimaud Visão 2026 — um milhão de euros, o maior da sua área — reconheceu esse esforço como um dos avanços mais significativos da oftalmologia moderna, com implicações para 43 milhões de pessoas cegas em todo o mundo. A optogenética que desenvolveram não promete a cura total, mas abre uma porta que a ciên
Prémio Champalimaud de 1 milhão de euros distingue terapias que devolvem visão a cegos
A investigação oferece esperança a 43 milhões de pessoas cegas e 295 milhões com deficiência visual em todo o mundo, muitas delas devido a doenças da retina e degenerescência macular.