Prefeitura de João Pessoa alerta para risco de reintrodução do sarampo e reforça vacinação

A ausência de casos não significa que o risco tenha desaparecido
A Prefeitura de João Pessoa alerta que, sem casos desde 2019, o vírus ainda pode ser reintroduzido.
Mark

Se não há caso desde 2019, por que a Prefeitura faz alerta agora?

Mimi

Porque o vírus circula em outros países das Américas e as pessoas se deslocam. A preocupação é a reintrodução, não um surto já em curso.

Luke

Convém separar: o que está confirmado é a ausência de casos em João Pessoa e na Paraíba, segundo a Vigilância. O risco de reintrodução é uma avaliação da Prefeitura, sem caso novo que a comprove.

Mark

E o número de 18 pessoas contaminadas por um doente?

Mimi

É o que Fernando Virgolino cita, em ambientes sem proteção adequada. Ele reforça que o vírus fica no ar até duas horas.

Luke

É uma estimativa atribuída a ele, para condições específicas. Não é previsão para a cidade.

Mark

Como está a vacinação?

Mimi

A primeira dose da tríplice viral foi de 69,69% em 2024 para 84,61% em 2026 entre crianças de um ano. A meta é 95%.

Luke

E sobre a segunda dose a reportagem diz que há parcela significativa sem o esquema completo, mas não traz percentuais. Esse dado falta.

Mark

Quem mais precisa se vacinar?

Mimi

Adolescentes e adultos sem as duas doses registradas, e profissionais de saúde, que precisam comprovar duas doses.

  • A cidade está há anos sem casos de sarampo, mas a Prefeitura alerta que um único infectado pode contaminar até 18 pessoas suscetíveis.
  • A cobertura da primeira dose da tríplice viral em crianças de um ano subiu para 84,61%, ainda distante da meta de 95%.
  • A segunda dose virou o ponto mais frágil, com parte das crianças sem concluir o esquema vacinal.
  • Adultos e profissionais de saúde sem comprovação das duas doses são chamados às unidades, com vacina gratuita pelo SUS e vários pontos de atendimento na capital.

Em João Pessoa, onde nenhum caso confirmado de sarampo aparece desde 2019, a Prefeitura escolhe justamente esse longo silêncio para lembrar que a ausência de doença não equivale a segurança. O vírus segue circulando em países das Américas e tem enorme poder de contágio, de modo que a proteção de cada comunidade depende de vacinas aplicadas com regularidade, começando pelas crianças e estendendo-se a adolescentes, adultos e profissionais de saúde. A cidade avança, mas ainda não alcança a meta esperada, e a vigilância pede que a memória de doenças antigas não se perca na rotina de quem acredita já estar protegido.

João Pessoa não registra nenhum caso confirmado de sarampo desde 2019, mas a Prefeitura decidiu transformar esse intervalo de silêncio em um alerta. O vírus continua circulando em países das Américas, e a movimentação de pessoas entre regiões pode trazê-lo de volta a territórios onde estava controlado. Por isso, a prioridade é ampliar a cobertura vacinal, começando pelas crianças e sem deixar de fora adolescentes e adultos com o esquema desatualizado.

Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização, explica que o sarampo se transmite pelo ar e que o vírus pode permanecer no ambiente por até duas horas, o que o torna especialmente perigoso em locais fechados. Os sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas, e há risco de complicações graves como pneumonia e encefalite, sobretudo em crianças pequenas e pessoas com imunidade comprometida. Não existe antiviral específico de rotina, e o tratamento se concentra no alívio dos sintomas e no suporte clínico.

Os números mostram avanço: a primeira dose da tríplice viral em crianças de um ano passou de 69,69% em 2024 para 84,61% em 2026, mas a meta do Ministério da Saúde é 95%. A segunda dose, aplicada aos 15 meses com a tetraviral, preocupa mais, pois muitas crianças não completaram o esquema. Profissionais de saúde só são considerados imunizados com as duas doses comprovadas.

Para se vacinar, basta levar documento com foto ou certidão de nascimento, CPF ou Cartão SUS e a caderneta. Há atendimento nas Unidades de Saúde da Família, nas policlínicas de Cristo, Mangabeira, Mandacaru, Jaguaribe e Praias, no Centro Municipal de Imunização, na Torre, e em postos instalados em espaços comerciais e até em um quiosque na orla. O que segue em aberto é se a primeira dose continuará avançando até a meta e se a segunda dose acompanhará esse ritmo.

João Pessoa não confirma um único caso de sarampo desde 2019. A Prefeitura, no entanto, usa justamente esse intervalo de silêncio para fazer um alerta: o vírus circula em países das Américas, e a combinação entre essa circulação e a enorme capacidade de contágio da doença mantém aberta a possibilidade de que ele volte.

A informação sobre a ausência de casos vem da Vigilância Epidemiológica, e vale para a capital e para toda a Paraíba. Para a administração municipal, isso não significa risco zero. A movimentação de pessoas entre regiões pode favorecer a reintrodução do vírus em territórios onde a doença estava controlada, e por isso a prioridade é ampliar a cobertura vacinal, começando pelas crianças, sem deixar de fora adolescentes e adultos com o esquema desatualizado.

Quem explica a preocupação é Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura. Segundo ele, uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 18 pessoas suscetíveis, em ambientes sem proteção adequada. A transmissão se dá pelo ar, quando o doente respira, tosse ou espirra, e o vírus pode permanecer no ambiente por até duas horas depois que a pessoa sai, o que torna a doença especialmente perigosa em locais fechados e movimentados.

Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas que começam no rosto e se espalham pelo corpo. Muitos pacientes se recuperam, mas há risco de pneumonia, encefalite, infecções de ouvido, diarreia intensa e comprometimento da visão. Crianças pequenas, pessoas desnutridas e indivíduos com o sistema imunológico comprometido têm maior chance de desenvolver formas graves. Não há antiviral específico recomendado de rotina: o cuidado se resume ao alívio dos sintomas, ao suporte clínico e ao tratamento das complicações.

Os números da capital mostram avanço, mas ainda insuficiente. A cobertura da primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, entre crianças de um ano foi de 69,69% em 2024, subiu para 76,64% em 2025 e chegou a 84,61% em 2026. A meta do Ministério da Saúde é 95%. A segunda dose preocupa ainda mais: parte das crianças começou a vacinação, mas uma parcela significativa não completou o esquema.

Pelo calendário infantil, a primeira dose é aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, com a vacina tetraviral. A imunização, porém, não termina na infância. Virgolino orienta que adolescentes, adultos e, em especial, trabalhadores de saúde procurem uma unidade caso não tenham registro das duas doses. Profissionais de saúde, de qualquer idade, só são considerados imunizados se comprovarem as duas doses.

Para se vacinar, é preciso levar documento oficial com foto ou certidão de nascimento, CPF ou Cartão SUS e a caderneta de vacinação. A vacina é gratuita pelo SUS. Os pontos de atendimento incluem as Unidades de Saúde da Família (segunda a sexta, das 7h às 11h e das 12h às 16h), as policlínicas de Cristo, Mangabeira, Mandacaru, Jaguaribe e Praias, e o Centro Municipal de Imunização, na Torre (ambos das 8h às 16h, de segunda a sexta). Há ainda postos em espaços comerciais, como o Home Center Ferreira Costa, o Shopping Sul, o Shopping Tambiá (só aos sábados, das 9h às 16h) e o Novo Atacarejo da Valentina Figueiredo, além de um quiosque na orla, na Avenida Cabo Branco.

O ponto a acompanhar é se a cobertura da primeira dose continuará subindo até a meta de 95% e se a segunda dose, hoje o elo mais frágil, alcançará o mesmo ritmo.

Quem não tem registro das duas doses recomendadas precisa procurar uma unidade de saúde para garantir essa proteção.
— Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa
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