Em Nova York, o prefeito Zohran Mamdani ergueu sua voz contra Benjamin Netanyahu, chamando-o de criminoso de guerra e declarando que a cidade não o recebe de braços abertos. Diante da iminente Assembleia Geral da ONU em setembro, Mamdani reconhece os limites do poder municipal — a prefeitura não tem autoridade jurídica para executar o mandado do Tribunal Penal Internacional — e transfere o peso moral e legal para Washington. É um gesto que revela, com clareza, a tensão entre convicção política e os contornos rígidos da soberania e da jurisdição.