Prefeito de Limeira processa governo Lula após morte em salto sem corda na Ponte do Esqueleto

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu durante atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto após falha no equipamento de segurança.
A omissão tornou-se insustentável e inaceitável
Afirmação da prefeitura de Limeira sobre a responsabilidade do governo federal pela segurança da Ponte do Esqueleto.

Uma jovem de 21 anos morreu na Ponte do Esqueleto, estrutura ferroviária abandonada no interior de São Paulo, depois de ser lançada sem equipamento de segurança adequado durante uma atividade de rope jump. O que restou não foi apenas uma tragédia pessoal, mas uma disputa institucional sobre quem carrega a responsabilidade por espaços que o poder público abandonou sem jamais fechar. A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas ilumina uma falha coletiva que já havia cobrado outra vida em 2024 — e que, mesmo assim, não foi suficiente para selar definitivamente aquela ponte.

  • Maria Eduarda, 21 anos, foi lançada da Ponte do Esqueleto sem que o equipamento de segurança estivesse fixado ao seu corpo — e não sobreviveu à queda.
  • A ponte, estrutura de ferro abandonada há décadas, já havia matado uma ciclista em 2024, mas as atividades de rope jump foram retomadas mesmo após medidas de bloqueio.
  • Seis pessoas foram conduzidas à delegacia; três permanecem detidas, enquanto a polícia investiga a falha dos instrutores no momento do salto.
  • A Prefeitura de Limeira anunciou ação judicial contra o governo federal, acusando a União de omissão sobre uma estrutura que, tecnicamente, está em processo de incorporação ao patrimônio federal.
  • O governo federal não se pronunciou, e a disputa política entre a gestão bolsonarista municipal e a administração federal ameaça obscurecer a pergunta central: por que a ponte ainda estava aberta?

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos quando foi lançada da Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. O equipamento de segurança não estava fixado ao seu corpo. O Samu chegou por volta das 9h55 e constatou a morte no local. Três instrutores permanecem detidos.

A ponte é uma estrutura de ferro construída para uma ferrovia que nunca existiu. Sem demolição, sem cercamento eficaz, tornou-se ponto de rope jump para turistas e aventureiros. Em 2024, uma ciclista morreu no mesmo lugar. Na época, o Ministério da Gestão solicitou ao município que bloqueasse o acesso e instalasse sinalização de perigo. A prefeitura agiu. Depois, as atividades foram retomadas.

No sábado à noite, o prefeito Murilo Félix, do Podemos, anunciou ação judicial contra o governo federal, alegando que o município vinha cobrando providências da União desde o ano passado sem resposta. A justificativa técnica é que a ponte pertenceu à extinta RFFSA e seu patrimônio está em processo de incorporação à União — o que transfere, ao menos formalmente, a responsabilidade pela estrutura ao governo federal.

O governo federal não se pronunciou. O que permanece visível é que uma estrutura abandonada há décadas continuou atraindo pessoas, que uma morte anterior não foi suficiente para fechá-la permanentemente, e que os sistemas de segurança falharam de forma completa. A disputa política sobre responsabilidades ainda está por ser resolvida — mas Maria Eduarda já não está.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos quando os instrutores a lançaram da Ponte do Esqueleto no sábado pela manhã. O equipamento de segurança não estava preso ao seu corpo. Ela caiu.

A ponte fica na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, em uma área rural próxima à rodovia dos Bandeirantes. É uma estrutura de ferro construída há décadas para uma ferrovia que nunca foi implantada. Ninguém a demoliu. Ninguém a cercou adequadamente. Em vez disso, ela virou ponto de encontro para atividades de rope jump — saltos com corda — que atraem turistas e aventureiros.

O Samu chegou por volta das 9h55 e constatou a morte no local. A Polícia Militar abriu investigação. Seis pessoas foram conduzidas ao distrito policial; três permanecem detidas. Os instrutores, segundo a polícia, não fixaram corretamente o equipamento de segurança na vítima antes do salto.

No sábado à noite, a Prefeitura de Limeira anunciou que vai processar o governo federal. O prefeito bolsonarista Murilo Félix, pelo Podemos, afirmou que a administração municipal vinha cobrando providências da União sobre o local desde o ano passado. A prefeitura pediu medidas de controle de acesso à ponte. A nota oficial chamou a morte de "tragédia" e disse que a "omissão" do governo federal tornou-se "insustentável e inaceitável".

A Ponte do Esqueleto pertenceu à extinta Rede Ferroviária Federal S.A., a RFFSA. Seu patrimônio está em processo de incorporação à União — o que significa que, tecnicamente, a responsabilidade pela estrutura recai sobre o governo federal. Em 2024, após a morte de uma ciclista no mesmo local, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos solicitou ao município que bloqueasse o acesso e instalasse sinalização de perigo. A prefeitura fez isso. Depois, as atividades na ponte foram retomadas.

Agora há uma disputa sobre quem deveria ter impedido que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas chegasse àquele lugar naquela manhã. A prefeitura diz que pediu ajuda ao governo federal e não recebeu. O governo federal, até o momento, não se pronunciou. O que está claro é que uma estrutura abandonada há décadas continuou atraindo pessoas, que uma morte anterior não foi suficiente para fechá-la permanentemente, e que os sistemas de segurança — se é que existiam — falharam completamente.

A tragédia torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão
— Prefeitura de Limeira, em nota oficial
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a prefeitura está processando o governo federal e não os instrutores que falharam?

Model

Porque a prefeitura argumenta que o problema não é apenas negligência dos instrutores — é a existência de uma estrutura perigosa que o governo federal deveria ter controlado ou demolido há muito tempo. A ponte pertence tecnicamente à União.

Inventor

A ponte já havia matado alguém antes?

Model

Sim. Em 2024, uma ciclista morreu no mesmo local. O ministério pediu que a prefeitura bloqueasse o acesso. Ela fez isso, mas depois as atividades foram retomadas. Ninguém manteve a vigilância.

Inventor

Então a prefeitura é culpada também?

Model

Provavelmente. Mas a prefeitura está argumentando que não tem recursos ou autoridade para demolir uma estrutura federal. Ela diz que pediu ajuda e não recebeu.

Inventor

Qual é o risco real dessa ponte?

Model

É uma estrutura de ferro antiga, isolada, sem vigilância permanente, que atrai pessoas em busca de adrenalina. Rope jump é uma atividade que exige equipamento de segurança impecável e instrutores treinados. A ponte oferece nenhum dos dois.

Inventor

O que acontece agora?

Model

Há três instrutores detidos. A prefeitura vai processar a União. Provavelmente haverá disputa sobre responsabilidade civil. E a ponte continua lá.

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