Sob o céu de um deserto do Kuwait, um fotógrafo passou duas noites à espera do momento exato em que a luz e a escuridão cósmica se alinhariam. O resultado — uma silhueta de nuvens interestelares que evoca a forma de um tubarão — foi reconhecido pelo Observatório de Greenwich como a melhor imagem astronômica do ano entre quase quatro mil candidatas de 66 países. O concurso, em sua 18ª edição, lembra-nos que contemplar o cosmos exige não apenas tecnologia, mas paciência, sacrifício e uma disposição rara de se perder sob o infinito.