Em um país onde a identidade de cada cidadão podia existir em até 27 versões diferentes, o Brasil avança — ainda que de forma desigual — rumo a um documento único. Até setembro de 2023, apenas doze dos vinte e seis estados mais o Distrito Federal haviam aderido à nova Carteira de Identidade Nacional, que unifica a identificação pelo CPF e moderniza a forma como os brasileiros se apresentam ao mundo. Com 1,6 milhão de documentos já emitidos e um prazo final de 6 de novembro se aproximando, o país vive a tensão entre a promessa de simplificação e a complexidade real de transformar sistemas enrai
Prazo se aproxima: apenas 12 estados emitem nova Carteira de Identidade Nacional
Cada pessoa pode ter até 27 RGs diferentes. A CIN muda isso.
Por que o governo federal decidiu criar um novo documento de identidade? Qual era o problema com o RG que temos?
O RG atual permite que cada pessoa tenha até 27 documentos diferentes, um em cada estado. É um sistema fragmentado que complica a vida de quem se muda ou precisa se identificar em outro lugar. A ideia da CIN é unificar tudo sob o CPF, um número único válido em todo o país.
Mas espera — se o CPF já existe e é único, por que precisamos de um novo documento físico? Por que não usar só o CPF mesmo?
É uma pergunta justa. O CPF é um número, mas as pessoas precisam de um documento que comprove quem são. A CIN traz tecnologia — QR Code, código de passaporte — que o RG tradicional não tem. E pode ser digital, o que é mais prático.
Entendi. E por que apenas doze estados estão emitindo se o programa começou em 2022?
Cada estado precisa estruturar seu próprio sistema de emissão. Não é trivial. Alguns conseguiram se preparar, outros não. Por isso o governo prorrogou o prazo de março para novembro.
Mas o governo disse que não vai prorrogar de novo. Isso é crível? Quinze estados e o Distrito Federal em dois meses?
É uma declaração de intenção. Pode ser que sim, pode ser que não. O que sabemos é que 1,6 milhão de documentos já foram emitidos nos doze estados que funcionam, então a demanda existe.
E as mudanças que Lula fez — tirar o campo "sexo" e unificar "nome" e "nome social" — isso foi bem recebido?
A fonte não diz. Sabemos que foram mudanças implementadas, mas não temos reação de grupos interessados ou críticas públicas registradas.
Exatamente. A reportagem não cobre como essas mudanças foram recebidas por diferentes grupos. É um vazio.
Então o que vem agora é basicamente esperar para ver se os outros estados conseguem se preparar até novembro?
Isso. E depois, a transição gradual do RG para a CIN. Não é uma mudança da noite para o dia — o RG vai deixando de existir aos poucos.
E ninguém sabe exatamente quanto tempo essa transição vai levar, certo?
Certo. A fonte não especifica um cronograma para a extinção do RG.
Der Puls
- Apenas 12 estados emitem a nova CIN, deixando a maioria dos brasileiros — incluindo moradores de São Paulo e do Distrito Federal — sem acesso ao documento.
- O prazo original de março de 2023 já foi descumprido por muitos estados, e o governo federal avisa que não haverá nova prorrogação além de 6 de novembro.
- 1,6 milhão de carteiras já foram emitidas nos estados operantes, sinalizando forte demanda e viabilidade técnica do sistema.
- Os 15 estados e o DF restantes enfrentam uma corrida contra o tempo para estruturar sistemas, treinar equipes e informar a população antes do prazo.
- A nova carteira elimina a multiplicidade de RGs estaduais e introduz recursos modernos como QR Code, código MRZ e versão digital pelo aplicativo GOV.BR.
Em um país onde a identidade de cada cidadão podia existir em até 27 versões diferentes, o Brasil avança — ainda que de forma desigual — rumo a um documento único. Até setembro de 2023, apenas doze dos vinte e seis estados mais o Distrito Federal haviam aderido à nova Carteira de Identidade Nacional, que unifica a identificação pelo CPF e moderniza a forma como os brasileiros se apresentam ao mundo. Com 1,6 milhão de documentos já emitidos e um prazo final de 6 de novembro se aproximando, o país vive a tensão entre a promessa de simplificação e a complexidade real de transformar sistemas enraizados em décadas de fragmentação.
Até setembro de 2023, apenas doze estados brasileiros haviam começado a emitir a nova Carteira de Identidade Nacional — a CIN —, o documento que o governo federal planeja usar para substituir gradualmente o RG tradicional. O Amazonas foi o mais recente a aderir, e nos doze estados já operantes foram emitidos cerca de 1,6 milhão de documentos, número que o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos considera animador.
Os estados em operação incluem Amazonas, Acre, Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os demais — entre eles São Paulo e o Distrito Federal — ainda não iniciaram a emissão. O governo estabeleceu 6 de novembro de 2023 como prazo final, uma data já prorrogada desde março, e o Ministério deixou claro que não há planos para nova extensão.
A mudança é estrutural: hoje, um brasileiro pode ter até 27 RGs diferentes, um por estado de registro. Com a CIN, o CPF passa a ser o identificador único nacional. O novo documento pode ser emitido em papel, policarbonato ou formato digital pelo GOV.BR, e traz QR Code para verificação de autenticidade e código MRZ — o mesmo usado em passaportes internacionais.
O governo Lula fez ajustes em relação ao projeto iniciado na gestão Bolsonaro: retirou o campo específico de "sexo" e unificou os campos de nome e nome social. As demais características foram mantidas. Com o prazo de novembro se aproximando, os quinze estados e o DF que ainda não aderiram enfrentam uma corrida para estruturar seus sistemas — e a experiência dos doze pioneiros mostra que é possível, mas exige coordenação e tempo.
A nova Carteira de Identidade Nacional ainda não chegou à maioria do Brasil. Até setembro de 2023, apenas doze estados tinham começado a emitir o documento que o governo federal planeja usar para substituir gradualmente o RG tradicional. O Amazonas foi o mais recente a aderir ao programa, permitindo que seus cidadãos solicitassem a CIN — como é conhecida a carteira. Nos doze estados que já operam o sistema, foram emitidas aproximadamente 1,6 milhão de documentos, um número que o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos considera animador, indicando forte procura pela nova identificação.
Os doze estados em operação são Amazonas, Acre, Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Todos os demais — incluindo o Distrito Federal e São Paulo, os dois maiores centros do país — ainda não iniciaram a emissão. O governo federal estabeleceu um prazo final de 6 de novembro de 2023 para que as unidades federativas restantes comecem o processo. Este é um prazo prorrogado: a data original era março de 2023, mas foi estendida porque muitos estados não conseguiram se preparar a tempo.
O Ministério da Gestão comunicou recentemente que não há planos para ampliar novamente o prazo de novembro. A mensagem é clara: os estados que ainda não aderiram precisam se mover. Cada unidade federativa tem autonomia para definir como os cidadãos solicitam o documento, então quem quiser saber o procedimento específico em seu estado deve procurar a gestão estadual.
A nova carteira representa uma mudança estrutural na forma como os brasileiros se identificam. Atualmente, cada pessoa pode ter até 27 RGs diferentes — um para cada estado onde tenha se registrado. Com a CIN, o CPF passa a funcionar como registro único e válido em todo o território nacional. O RG tradicional deixará de existir gradualmente. O novo documento pode ser emitido em três formatos: papel, policarbonato (plástico) ou versão digital pelo aplicativo GOV.BR. Ele contém um código QR que permite verificar autenticidade e se foi roubado ou perdido, além do código MRZ usado internacionalmente em passaportes, o que permite usá-lo como documento de viagem.
A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duas mudanças significativas em relação ao programa iniciado sob Jair Bolsonaro. O novo documento deixou de incluir um campo específico para "sexo" e deixou de fazer distinção entre "nome" e "nome social", unificando esses campos. Outras características do projeto original foram mantidas: o QR Code, o código MRZ, a possibilidade de emissão em múltiplos formatos e a validade nacional. Se alguém perder o documento físico, pode apresentar a versão digital no celular como comprovação de identidade.
O calendário agora é apertado. Com o prazo de novembro se aproximando, os quinze estados e o Distrito Federal que ainda não iniciaram a emissão enfrentam uma corrida contra o tempo para estruturar seus sistemas, treinar pessoal e preparar a população. O sucesso da implementação em doze estados mostra que é possível fazer, mas também revela que a transição de um sistema de identificação nacional é complexa e exige coordenação entre múltiplos órgãos estaduais.
Bemerkenswerte Zitate
O Ministério da Gestão comunicou que não há planos para ampliar novamente o prazo de novembro— Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos