Em agosto, um vídeo gravado na praia de Balos, em Creta, expôs ao mundo uma contradição silenciosa do turismo moderno: o mesmo desejo coletivo de beleza que leva milhares de pessoas a um lugar pode destruir exatamente aquilo que as atraiu. Com entre 4 mil e 5 mil visitantes por dia comprimidos em uma infraestrutura frágil, Balos tornou-se símbolo de uma crise que a Europa ainda não sabe como conter. As redes sociais aceleraram o que a geografia não suportava, e as autoridades gregas, diante do abismo entre o sonho vendido e a realidade vivida, prometem um plano — para 2027.