Power bank pega fogo em voo São Paulo-Amsterdã e causa pânico entre passageiros

Passageiros foram expostos a fumaça tóxica e pânico durante o incidente; equipes médicas avaliaram possível inalação de substâncias tóxicas na chegada.
Eu realmente achei que eu ia morrer, porque era muita fumaça
Passageira descreve o momento de pânico quando fumaça densa invadiu a cabine durante o voo.

Carregador portátil de celular pegou fogo durante voo sobre o oceano, a 4 horas do destino, gerando fumaça densa e pânico entre passageiros adormecidos. Passageiros inicialmente temiam que o fogo fosse no motor ou porão da aeronave; tripulação usou extintores para controlar o incêndio no dispositivo dentro de uma mochila.

  • Power bank pegou fogo a 4 horas do destino, sobre o oceano
  • Incêndio estava dentro de uma mochila de passageiro adormecido
  • Tripulação usou extintores para controlar o fogo; passageiros avaliados por equipes médicas na Alemanha
  • Passageiros inicialmente temiam que o fogo fosse no motor ou porão da aeronave

Um power bank pegou fogo dentro de um voo de São Paulo para Amsterdã, causando pânico entre passageiros e gerando muita fumaça. A tripulação controlou o incêndio com extintores e passageiros foram avaliados por equipes médicas na Alemanha.

Um carregador portátil de celular pegou fogo dentro de uma aeronave que viajava de São Paulo para Amsterdã na quarta-feira, 7 de agosto, transformando horas de voo em momentos de terror absoluto para quem estava a bordo. O incidente ocorreu quando a aeronave sobrevoava o oceano, ainda a cerca de quatro horas de distância do destino final, com a maioria dos passageiros dormindo.

A jornalista brasileira Simone Malagoli estava entre os viajantes e documentou o episódio através de suas redes sociais. Segundo seu relato, o caos começou de forma abrupta: barulhos, correria, e então uma quantidade impressionante de fumaça invadindo o corredor da cabine. "Estava todo mundo dormindo", descreveu. "De repente, eu ouço barulho, uma correria. Eu olho para o lado, (e há) muita fumaça no corredor ao lado, mas muita fumaça mesmo." Alguns passageiros começaram a gritar, tentando alertar sobre as chamas, o que amplificou o pânico generalizado.

A confusão inicial foi agravada pela incerteza sobre a origem do fogo. Muitos viajantes temiam que as chamas estivessem no motor ou em alguma parte crítica da aeronave localizada no porão. "O pessoal começou a ficar apavorado, porque a gente achou que estava pegando fogo na bobina, no motor, em algo lá de baixo, no porão", lembrou Malagoli. A fumaça densa e o odor insuportável tornavam impossível determinar a fonte do incêndio. "Eu realmente achei que eu ia morrer, porque era muita fumaça, um cheiro horroroso, e a gente não sabia de onde estava vindo esse fogo."

Após alguns minutos de tensão extrema, informações começaram a circular entre os passageiros: o fogo havia começado em um celular. Logo depois, a confirmação chegou: era um power bank, um carregador portátil de bateria, que havia pegado fogo dentro da mochila de um dos viajantes que dormia no momento. Algumas pessoas haviam sentido o cheiro antes, mas o atribuíram a algo que a tripulação estivesse queimando, não reconhecendo o perigo iminente.

A tripulação da companhia aérea respondeu com extintores de incêndio, conseguindo controlar o princípio de incêndio, mas o processo foi lento. A fumaça permaneceu densa no interior da cabine por um tempo considerável, deixando um odor persistente que afetou todos a bordo. Quando a aeronave finalmente pousou na Alemanha, equipes de serviço médico aguardavam os passageiros para avaliar possíveis danos causados pela inalação de substâncias tóxicas liberadas durante o incêndio.

Para Simone Malagoli, uma viajante experiente que havia utilizado transporte aéreo diversas vezes, este foi um momento sem precedentes. "Foi um dos voos mais tensos da minha vida, talvez o mais", escreveu. O incidente, porém, deixou uma lição importante em sua mente. Ela passou a questionar a segurança de dispositivos eletrônicos em bagagens despachadas, onde nenhum membro da tripulação poderia intervir em caso de emergência. "Imagina se pega fogo na mala que está no porão", sugeriu. "Quem é que ia conseguir controlar?" A pergunta permanece em aberto, apontando para uma lacuna potencial na regulamentação de segurança de voos comerciais.

Foi um dos voos mais tensos da minha vida, talvez o mais
— Simone Malagoli, jornalista a bordo
Imagina se pega fogo na mala que está no porão. Quem é que ia conseguir controlar?
— Simone Malagoli, questionando riscos de baterias em bagagens despachadas
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

O que exatamente é um power bank e por que ele pegou fogo?

Model

Um power bank é um carregador portátil de bateria, geralmente de lítio, que as pessoas usam para recarregar celulares em qualquer lugar. Neste caso, estava dentro de uma mochila de um passageiro dormindo. Baterias de lítio podem superaquecer e entrar em combustão espontânea, especialmente em altitudes onde a pressão do ar é diferente.

Inventor

Os passageiros realmente achavam que era o motor que estava pegando fogo?

Model

Sim. A fumaça era tão densa e o cheiro tão forte que ninguém conseguia identificar a origem. Quando você está em um avião e vê fumaça, seu primeiro instinto é pensar no pior — que algo crítico falhou. A tripulação demorou para encontrar o foco, o que alimentou o pânico.

Inventor

Como a tripulação conseguiu controlar o incêndio?

Model

Usaram extintores de incêndio convencionais. Mas levou tempo. A fumaça continuou densa por um tempo depois que apagaram as chamas, deixando todos expostos aos gases tóxicos liberados pela bateria queimando.

Inventor

Por que os passageiros foram avaliados na Alemanha e não em voo?

Model

Porque a aeronave estava voando sobre o oceano quando o incêndio começou. Não havia opção de pouso de emergência imediato. Quando finalmente chegaram à Alemanha, equipes médicas esperavam para verificar se alguém havia inalado substâncias perigosas.

Inventor

A jornalista levantou uma questão importante sobre bagagens despachadas. Isso é realmente um risco?

Model

Absolutamente. Se um power bank pegasse fogo em uma mala no porão, ninguém saberia até ser tarde demais. Não há tripulação lá, não há extintores acessíveis, não há nada. É um ponto cego real na segurança aérea que as regulamentações ainda não abordaram adequadamente.

Inventor

Isso vai mudar as regras sobre o que pode ser levado em aviões?

Model

Provavelmente deveria. Este incidente é um alerta de que baterias de lítio em dispositivos portáteis representam um risco real em ambientes fechados e pressurizados. Mas mudanças em regulamentações aéreas são lentas.

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