Junto ao rio Lima, na fronteira entre Portugal e a Galiza, um homem de 50 anos foi encontrado sem vida na madrugada de terça-feira, encravado entre rochas abruptas sob a ponte OU-540. A chamada de socorro chegou quase à meia-noite, e o que se seguiu foi uma operação de cinco horas que revelou, na sua dificuldade, a distância entre o lugar onde a vida termina e o lugar onde os vivos conseguem chegar. As circunstâncias da queda permanecem por esclarecer, confiadas agora ao silêncio metódico de uma autópsia.
Português de 50 anos encontrado morto junto ao rio Lima em Ourense
Descida de rappel para retirar a vítima de uma zona de rochas
Porque é que uma operação de resgate demorou cinco horas inteiras?
O corpo estava numa zona de rochas com um desnível muito acentuado. Não havia forma de chegar lá a pé. A única maneira era descer de rappel da própria ponte, usando cordas, e depois içar a maca de volta para cima pelo mesmo sistema.
Mas cinco horas é muito tempo. Isso inclui o tempo que levou a confirmar a morte, a colocar o corpo na maca, ou é só o tempo de içamento?
A reportagem diz que a retirada se prolongou cerca de cinco horas. Parece referir-se à operação completa de descida, resgate e subida.
E como é que o corpo foi encontrado? Alguém viu a queda?
Não. Um popular avistou o corpo junto ao rio e ligou para o 112. Não há informação sobre testemunhas da queda em si.
Portanto, tudo o que sabemos sobre como caiu é uma suspeita baseada na localização. A autópsia pode revelar muito mais.
Exatamente. O exame médico-legal é o que vai determinar a causa real da morte e esclarecer as circunstâncias.
A ponte OU-540 é conhecida por ser perigosa?
A reportagem não diz nada sobre isso. Não sabemos se há um histórico de acidentes ali, se há barreiras de proteção, nada.
Tudo o que temos é o facto de que um homem caiu de lá. O resto ainda está por determinar.
Le Pouls
- Um corpo avistado às margens do rio Lima desencadeou um alerta ao 112 Galicia às 23h50 de segunda-feira, mobilizando de imediato a Guarda Civil e equipas de emergência para Lobios, Ourense.
- O terreno revelou-se um obstáculo maior do que o esperado: as rochas desciam abruptamente desde a margem, tornando qualquer acesso convencional impossível e obrigando os socorristas a descer da própria ponte em rappel.
- Durante cinco horas, as equipas trabalharam para retirar o corpo — primeiro descendo pelas cordas, depois içando a maca de volta até à ponte — numa operação concluída apenas às 4h40 de terça-feira.
- O corpo foi transportado para o Complexo Hospitalar Universitário de Ourense, onde a autópsia em curso é agora o único caminho para esclarecer se a queda da ponte OU-540 foi acidente, tragédia ou outra coisa ainda sem nome.
Junto ao rio Lima, na fronteira entre Portugal e a Galiza, um homem de 50 anos foi encontrado sem vida na madrugada de terça-feira, encravado entre rochas abruptas sob a ponte OU-540. A chamada de socorro chegou quase à meia-noite, e o que se seguiu foi uma operação de cinco horas que revelou, na sua dificuldade, a distância entre o lugar onde a vida termina e o lugar onde os vivos conseguem chegar. As circunstâncias da queda permanecem por esclarecer, confiadas agora ao silêncio metódico de uma autópsia.
Pouco antes da meia-noite de segunda-feira, uma chamada ao 112 Galicia alertou as autoridades para um corpo junto ao rio Lima, na freguesia de Torno, em Lobios, Ourense. A Guarda Civil chegou ao local e encontrou um homem português de 50 anos deitado entre rochas à beira do rio, sem sinais vitais. As suspeitas apontam para uma queda da ponte OU-540, que atravessa o Lima no quilómetro 51,3 da estrada — mas as circunstâncias exatas permaneciam, naquela noite, por determinar.
O que se seguiu foi uma operação de resgate fora do comum. O corpo estava encravado numa zona de acesso impossível pela margem: o desnível era acentuado e as rochas não deixavam outra escolha. Os Grupos de Emergências Supramunicipais de Lobios e Muíños, juntamente com os serviços de urgência galegos, tiveram de descer da própria ponte em rappel para alcançar o local. Confirmada a morte, o desafio seguinte foi içar a maca de volta até à ponte pelas mesmas cordas. A operação durou cerca de cinco horas, terminando às 4h40 de terça-feira.
O corpo foi depois transportado para o Complexo Hospitalar Universitário de Ourense, onde a autópsia em curso deverá esclarecer a causa da morte e as circunstâncias da queda. Por agora, o que resta é a certeza de que um homem de 50 anos caiu de uma ponte sobre o Lima — e que demorou uma noite inteira para ser trazido de volta.
Pouco antes da meia-noite de segunda-feira, alguém viu um corpo junto ao rio Lima e ligou para o 112 Galicia. A chamada chegou às 23.50 horas, e dentro de minutos a Guarda Civil estava a caminho de Lobios, uma freguesia de Torno em Ourense, no norte de Espanha. O que encontraram foi um homem português de 50 anos, deitado numa zona de rochas à beira do rio, sem sinais vitais.
O corpo estava encravado num local de difícil acesso. O rio Lima corre fundo ali, e as rochas descem abruptamente desde a margem. As autoridades suspeitam que o homem tenha caído da ponte OU-540, que atravessa o rio no quilómetro 51,3 daquela estrada. Mas as circunstâncias exatas — como caiu, quando, se foi um acidente ou algo mais — ainda não estavam claras naquela noite.
Os Grupos de Emergências Supramunicipais de Lobios e Muíños foram mobilizados, juntamente com os serviços de urgência sanitária galegos e a Guarda Civil. O que se seguiu foi uma operação de resgate particularmente complexa. Os elementos da equipa de emergência tiveram de descer da própria ponte usando cordas, numa manobra de rappel, para chegar até ao corpo. O desnível acentuado e as condições do terreno tornavam qualquer outro acesso impossível.
Quando alcançaram a margem e confirmaram a morte, colocaram o corpo numa maca. Depois veio a parte mais delicada: içar a maca de volta para cima, pelas mesmas cordas, até à ponte. Segundo a imprensa galega, esta operação de retirada durou cerca de cinco horas. O levantamento do cadáver só foi concluído às 4.40 horas de terça-feira.
O corpo foi transportado para o Complexo Hospitalar Universitário de Ourense, onde foi submetido a autópsia. O exame médico-legal é agora o que pode esclarecer a causa da morte e as circunstâncias da queda. Até lá, o que se sabe é que um homem português de 50 anos caiu de uma ponte sobre o rio Lima e que levou cinco horas para o trazerem de volta.
Citations marquantes
As circunstâncias em que terá ocorrido a queda ainda não estão esclarecidas— Autoridades espanholas