Porto regista maior edição da Noite Europeia dos Investigadores com mil visitantes

A ciência deixa de ser abstrata quando se pode tocar e experimentar
O i3S ofereceu 50 atividades interativas para aproximar investigadores e cidadãos.
Mark

Porque é que este evento teve tanta afluência este ano? Mil visitantes é um número significativo.

Mimi

O i3S criou um ambiente onde a ciência deixa de ser abstrata. Cinquenta atividades diferentes, todas interativas, permitem que qualquer pessoa — criança ou adulto — toque, experimenta, pergunta. Não é passivo.

Luke

Mas como sabemos que foram realmente mil? É uma estimativa do instituto ou foi contado?

Mimi

A fonte refere "cerca de mil", portanto há alguma margem. O que importa é que foi a maior edição de sempre, o que sugere crescimento real.

Mark

E qual é o propósito estratégico? Por que razão as universidades investem nisto?

Mimi

Porque a investigação precisa de legitimidade social. Se as pessoas não entendem o que os cientistas fazem, é fácil questionar o financiamento, a relevância, as prioridades.

Luke

A presença do Reitor e da Presidente da FCT — isso é simbólico ou indica um compromisso institucional duradouro?

Mimi

Provavelmente ambos. É simbólico, mas símbolos importam. Mostra que isto não é marginal, é uma prioridade.

Mark

Os temas abordados — saúde, bioengenharia, sustentabilidade — parecem escolhidos deliberadamente.

Mimi

Sim, são áreas onde a investigação toca diretamente os desafios do dia a dia. Não é ciência abstrata; é ciência que responde a problemas reais.

Luke

Mas o artigo não diz nada sobre o impacto a longo prazo. Quantas destas mil pessoas voltarão a interessar-se por ciência? Quantas considerarão carreiras científicas?

Mimi

Isso é uma pergunta válida que o artigo não responde. O que sabemos é que o encontro aconteceu, que foi maior do que antes, e que criou espaço para diálogo.

  • Mil visitantes invadiram os corredores do i3S numa noite em que os laboratórios deixaram de ser territórios fechados.
  • Mais de 50 atividades sobre saúde, bioengenharia, biomateriais e biodiversidade marinha desafiaram famílias e curiosos a tocar, perguntar e experimentar.
  • O contacto direto entre investigadores e público foi o coração do evento — não havia painéis silenciosos, havia cientistas disponíveis para responder.
  • O Reitor da U.Porto, a Presidente da FCT e duas vereadores municipais marcaram presença, sinalizando um raro alinhamento institucional em torno da divulgação científica.
  • A edição reafirmou que aproximar laboratórios e cidadãos não é um gesto simbólico, mas uma resposta concreta aos desafios da sociedade contemporânea.

Na última sexta-feira de setembro, o Porto abriu as portas dos seus laboratórios ao mundo — e cerca de mil pessoas entraram. O Instituto i3S da Universidade do Porto acolheu a maior edição de sempre da Noite Europeia dos Investigadores, um ritual continental que lembra às sociedades que a ciência não é propriedade exclusiva de quem a pratica. Num tempo em que a distância entre especialistas e cidadãos alimenta desconfiança, este encontro propõe o antídoto mais antigo: a conversa direta.

Na última sexta-feira de setembro, o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto abriu as suas portas a cerca de mil pessoas, numa edição histórica da Noite Europeia dos Investigadores. Com mais de 50 atividades distribuídas pelas instalações do i3S, o evento reuniu famílias, estudantes e curiosos em torno de temas como saúde, bioengenharia, biomateriais, sustentabilidade e biodiversidade marinha.

O que distinguiu esta edição foi a aposta no contacto direto: os visitantes não se limitaram a observar — puderam conversar com investigadores, colocar questões e perceber o propósito concreto do trabalho laboratorial. Uma estratégia deliberada para desmistificar a ciência e torná-la acessível a quem não vive dentro dela.

A noite contou também com a presença do Reitor Pedro Nuno Teixeira, da Presidente da FCT Madalena Alves e de duas vereadores municipais, sinalizando um alinhamento institucional pouco comum. O evento deixou uma mensagem clara: a investigação científica prospera quando existe diálogo genuíno entre quem a produz e quem dela beneficia.

Na última sexta-feira de setembro, o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto transformou-se num espaço de encontro entre a ciência e o público em geral. Cerca de mil pessoas atravessaram as portas do i3S para participar na maior edição de sempre da Noite Europeia dos Investigadores, um evento dedicado a aproximar o trabalho dos laboratórios aos cidadãos.

O instituto ofereceu mais de 50 atividades espalhadas pelas suas instalações. Famílias, estudantes e curiosos tiveram acesso a experiências laboratoriais, jogos interativos, demonstrações práticas e desafios que cobriam uma amplitude notável de temas científicos. Saúde, bioengenharia, biomateriais, sustentabilidade e biodiversidade marinha foram alguns dos domínios explorados ao longo da noite, cada um deles apresentado de forma a permitir que o público compreendesse como a investigação contemporânea procura responder aos principais desafios enfrentados pela sociedade.

O contacto direto entre visitantes e investigadores foi central na estrutura do evento. Não se tratava apenas de observar painéis ou ler informações — os participantes puderam conversar com os cientistas, colocar questões e compreender o propósito concreto do trabalho que decorre nos laboratórios. Esta abordagem reflete uma estratégia deliberada de desmistificar a investigação científica, tornando-a acessível e relevante para quem não trabalha na área.

A presença de figuras institucionais reforçou a importância atribuída ao evento. Pedro Nuno Teixeira, Reitor da Universidade do Porto, esteve presente e participou em algumas das atividades dinamizadas pelos vários centros de investigação da instituição. Madalena Alves, Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, também marcou presença, tal como Gabriela Queiroz, Vereadora da Câmara Municipal do Porto, e Susana Junqueira Neto, Vereadora da Câmara Municipal da Maia e antiga estudante da Universidade do Porto. A confluência destas presenças sinalizou um alinhamento entre diferentes níveis de governança em torno da importância da divulgação científica.

O evento reafirmou um princípio fundamental: que a investigação não é uma atividade isolada nos laboratórios, mas um esforço coletivo cujos resultados e processos devem ser conhecidos e compreendidos pela população. A Noite Europeia dos Investigadores, na sua edição portuense, funcionou como um recordatório de que a ciência prospera quando existe diálogo entre quem a produz e quem dela beneficia.

A iniciativa foi pensada para aproximar os laboratórios dos cidadãos
— Descrição do evento no i3S
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