Em um tempo em que a atenção humana é disputada por incontáveis estímulos digitais, o neurologista Paulo Porto de Melo propõe que as escolhas impulsivas do cotidiano não são falhas de caráter, mas respostas previsíveis de um cérebro sobrecarregado. A ciência do córtex pré-frontal revela que decidir bem exige condições internas — sono, calma, foco — que a vida moderna sistematicamente corrói. Compreender esse mecanismo é o primeiro passo para deixar de se culpar e começar a reorganizar o ambiente que molda cada escolha.