Duas das maiores economias do mundo seguem seus próprios ritmos monetários — o Federal Reserve a cada seis semanas, o Banco Central brasileiro a cada 45 dias — e quando seus calendários se encontram, é quase por acaso. Em julho, esse encontro não acontece: o Fomc delibera sozinho, sem a companhia do Copom. A ausência da chamada Super Quarta não revela desacordo entre as instituições, mas sim a lógica silenciosa de que cada economia escuta, antes de tudo, seus próprios dados.