Há lugares que habitamos por apenas alguns anos, mas que nos habitam por toda uma vida. O ensino médio é um desses territórios: pesquisas revelam que as hierarquias sociais vividas na adolescência — quem era popular, quem era rejeitado, quem pertencia — deixam impressões neurológicas e emocionais que moldam relacionamentos, saúde mental e a própria narrativa que carregamos sobre nós mesmos décadas depois. É como se a escola fosse um primeiro rascunho do mundo, e muitos de nós ainda vivêssemos corrigindo — ou repetindo — esse texto.
Por que as memórias do ensino médio nos assombram décadas depois
Adolescentes vítimas de bullying e rejeição social enfrentam maior risco de depressão, isolamento e comportamentos autodestrutivos que podem persistir na vida adulta.