Em diferentes cantos da Europa, líderes ultradireitistas constroem, há décadas, um projeto político que se alimenta do descontentamento popular e se apresenta como alternativa à ordem estabelecida. O que antes parecia marginal tornou-se iminente: partidos como a AfD alemã e a Reunião Nacional francesa não chegaram ao poder de surpresa, mas por acumulação paciente de tempo, redes internacionais e financiamento robusto. A encenação de Farage e Bardella em Birmingham — imitando gestos de Trump — revelou que a ultradireita europeia aprendeu a falar uma língua global, coordenada e amplificada por p