Há séculos, o Polo Norte magnético caminha silenciosamente em direção à Sibéria — uma jornada de mais de 2.250 quilômetros impulsionada por forças invisíveis no coração profundo da Terra. Esse movimento, nascido a quase três mil quilômetros de profundidade no núcleo terrestre, reescreve continuamente as coordenadas sobre as quais aviões, navios e telefones celulares constroem sua orientação no mundo. Ao mesmo tempo, o campo magnético que nos protege enfraquece, e uma anomalia cresce sobre a América do Sul — lembrando-nos de que até os alicerces invisíveis da civilização estão em constante tran