Em Santos, a Polícia Civil desvendou uma teia de fraudes bancárias que, por dois anos, movimentou oito milhões de reais às sombras do sistema financeiro. A Operação Take Over não encerra uma história — ela abre uma investigação que promete revelar camadas ainda desconhecidas de uma organização criminosa com estrutura, divisão de tarefas e alcance maior do que os números já apurados sugerem. É o momento em que o Estado afirma sua presença, mas reconhece, com honestidade, que o trabalho mal começou.
Polícia prende suspeitos de quadrilha que movimentou R$ 8 milhões em fraudes bancárias
Várias operações que nós vamos ter que desencadear ao longo do tempo
Como exatamente esses suspeitos conseguiam acessar os dados das pessoas para abrir as contas?
A polícia menciona que tinham acesso a "informações privilegiadas", mas o relatório não detalha como obtinham esses dados — se era através de funcionários de banco, vazamento de sistemas, ou outro método.
Isso é importante. Sem saber a origem do acesso, fica difícil entender se estamos falando de um problema interno nas instituições financeiras ou de um ataque externo. A polícia não explicou isso.
E os oito milhões de reais — esse é o total que eles roubaram?
É o que a Mercado Pago conseguiu rastrear passando pelas treze contas. O delegado deixou claro que pode haver mais, porque ainda estão investigando.
Exato. Oito milhões é o número que conseguiram documentar até agora, não necessariamente o total. É importante não confundir o que foi rastreado com o que realmente aconteceu.
Por que havia botijões de gás na casa de um dos suspeitos?
Ele não soube explicar a origem. Pode estar relacionado a outro crime, ou pode ser apenas um detalhe estranho que ainda não faz sentido.
A polícia não conectou isso a nada específico. Pode ser roubo de gás, pode ser revenda, pode ser completamente desconectado da fraude bancária. Não sabemos.
Quantas pessoas estão envolvidas nessa quadrilha?
Dois foram presos nesta operação, mas os dados passaram por contas de treze suspeitos diferentes. Então há pelo menos onze outros que a polícia ainda está procurando.
E mesmo esses treze podem não ser o total. O delegado disse que vai precisar de várias operações para identificar todos. Esse é um número parcial.
Le Pouls
- Uma quadrilha operou por dois anos abrindo contas bancárias em nomes alheios e movimentando R$ 8 milhões — valor que a polícia admite ser apenas a ponta visível do esquema.
- Dezesseis mandados de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente em Santos, revelando a escala da operação e a urgência em conter a organização antes que rastros desaparecessem.
- Um dos suspeitos foi preso não por fraude direta, mas por não conseguir explicar 150 botijões de gás armazenados em casa — um detalhe que expõe como crimes paralelos se entrelaçam na rotina da organização.
- O delegado responsável foi explícito: novas operações serão necessárias para identificar todos os envolvidos e rastrear para onde o dinheiro realmente foi.
Em Santos, a Polícia Civil desvendou uma teia de fraudes bancárias que, por dois anos, movimentou oito milhões de reais às sombras do sistema financeiro. A Operação Take Over não encerra uma história — ela abre uma investigação que promete revelar camadas ainda desconhecidas de uma organização criminosa com estrutura, divisão de tarefas e alcance maior do que os números já apurados sugerem. É o momento em que o Estado afirma sua presença, mas reconhece, com honestidade, que o trabalho mal começou.
A Polícia Civil de Santos desmantelou na quarta-feira uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias que, ao longo de dois anos, movimentou cerca de oito milhões de reais. A Operação Take Over, conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais, cumpriu dezesseis mandados de busca e apreensão e resultou na prisão de dois homens.
O esquema era sistemático: os suspeitos obtinham dados pessoais de terceiros e os usavam para abrir contas bancárias fraudulentas, por onde o dinheiro circulava. A empresa Mercado Pago foi essencial para mapear as transações, permitindo que os investigadores rastreassem o fluxo até treze indivíduos. Além da fraude eletrônica, o grupo respondia por furto qualificado, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Um dos presos chamou atenção por um motivo inusitado: cerca de 150 botijões de gás foram encontrados em sua residência, sem que ele conseguisse explicar a origem. O segundo detido foi preso por violação de medida protetiva. Ambos permanecem sob custódia.
O delegado Luiz Henrique Ribeiro foi direto ao admitir que os oito milhões rastreados representam apenas o que foi possível apurar até agora. Novas operações, disse ele, serão necessárias para identificar todos os beneficiários e descobrir o destino final do dinheiro desviado. A investigação está em fase inicial, e novas prisões são esperadas.
A Polícia Civil de Santos desmantelou na quarta-feira uma organização criminosa que movimentou aproximadamente oito milhões de reais em dois anos através de fraudes bancárias sofisticadas. A Operação Take Over, conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais, representa o primeiro passo de uma investigação que promete se estender por meses, conforme indicam os próprios agentes responsáveis pelo caso.
O esquema funcionava de forma sistemática: os suspeitos obtinham acesso a informações privilegiadas de pessoas físicas e, usando esses dados, abriam contas bancárias em nomes de terceiros. Uma vez com as contas ativas, movimentavam valores através delas, criando um fluxo financeiro que a polícia rastreou até treze indivíduos diferentes. A empresa Mercado Pago foi fundamental para mapear essas transações, fornecendo os registros que permitiram aos investigadores quantificar a escala da operação.
A quadrilha não se limitava a fraude eletrônica simples. Segundo a polícia, o grupo também praticava furto qualificado, estelionato mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro — um conjunto de crimes que revela uma organização com estrutura e divisão de tarefas. O delegado Luiz Henrique Ribeiro, em entrevista à TV Tribuna, enfatizou que os oito milhões de reais representam apenas o que foi possível rastrear até agora, sugerindo que o volume real pode ser ainda maior.
Durante a execução de dezesseis mandados de busca e apreensão, a polícia encontrou um detalhe intrigante na casa de um dos suspeitos: aproximadamente cento e cinquenta botijões de gás armazenados no local. O homem não conseguiu explicar a origem dos cilindros, o que levou à sua prisão. O segundo detido foi preso por violação de medida protetiva. Ambos permanecem sob custódia enquanto as investigações prosseguem.
O delegado deixou claro que a operação desta quarta-feira marca apenas o início de um trabalho mais amplo. "Trata-se de uma operação de oito milhões de reais. São várias operações que nós vamos ter que desencadear ao longo do tempo para chegarmos ao resultado final e identificar as pessoas que estão obtendo ganhos em cima dessa instituição financeira", afirmou. A polícia ainda busca rastrear para onde o dinheiro foi desviado e quem se beneficiou com os ganhos ilícitos.
Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo não forneceu atualizações adicionais sobre o andamento das investigações, e as defesas dos suspeitos ainda não se manifestaram publicamente. O caso permanece em fase inicial, com a polícia sinalizando que novas prisões e operações são esperadas conforme o trabalho de investigação avança.
Citations marquantes
Segundo os dados levantados pela própria empresa Mercado Pago, trata-se de uma operação de R$ 8 milhões. São várias operações que nós vamos ter que desencadear ao longo do tempo para chegarmos ao resultado final.— Delegado Luiz Henrique Ribeiro, em entrevista à TV Tribuna