Polícia prende suspeito em esquema de furto de celulares com prejuízo de R$ 162 mil

Funcionários articulavam para que caixas não chegassem à empresa
O esquema funcionava de dentro da distribuidora, com envolvidos garantindo que a mercadoria desviada nunca chegasse ao seu destino.
Mark

Por que esse caso específico de furto de celulares merecia uma operação com nome próprio?

Mimi

Porque não era um roubo isolado. Era um esquema organizado dentro de uma empresa, com funcionários usando suas posições para desviar mercadoria sistematicamente durante meses. Isso é crime organizado, não oportunismo.

Luke

Mas quantos funcionários estavam envolvidos no total? A reportagem diz que o grupo era "composto em sua maioria" por funcionários, mas não dá o número exato.

Mark

E como eles conseguiam fazer isso sem ser descobertos imediatamente?

Mimi

Porque estavam dentro da operação. Eles sabiam como as caixas se movimentavam, quem verificava o quê, quando havia menos fiscalização. Tinham acesso e conhecimento.

Luke

Verdade, mas a reportagem não explica se havia falhas no controle de estoque da empresa ou se a segurança interna era fraca. Isso importa para entender como o esquema durou dois meses.

Mark

Cinco aparelhos recuperados de mais de R$ 162 mil em prejuízo — isso significa que a maioria da mercadoria desapareceu?

Mimi

Provavelmente foi vendida. Celulares são mercadoria de fácil escoamento. Cinco aparelhos recuperados é muito pouco comparado ao tamanho do prejuízo.

Luke

Mas não sabemos quantos aparelhos foram roubados no total. R$ 162 mil pode ser 50 celulares ou 200, dependendo do modelo. A reportagem não deixa isso claro.

  • Um esquema silencioso operou por pelo menos dois meses dentro de uma distribuidora: funcionários desviavam caixas de celulares antes mesmo de chegarem ao destino, acumulando prejuízo superior a R$ 162 mil.
  • A cumplicidade interna tornou o crime difícil de detectar — e apenas cinco aparelhos foram recuperados até agora, evidenciando a escala do que ainda permanece sem rastro.
  • A Operação Disconnected, deflagrada em abril, já havia prendido três suspeitos; a captura em Candeias na manhã de segunda-feira representa o quarto elo identificado na cadeia criminosa.
  • No mesmo dia, a Operação Original varreu estabelecimentos no centro de Salvador em busca de acessórios falsificados, ampliando o front do combate a crimes contra o patrimônio e a propriedade industrial.
  • O esforço coordenado entre delegacias especializadas, Procon estadual e municipal aponta para uma estratégia institucional mais ampla — mas a investigação ainda não chegou ao fim.

Na Bahia, a confiança depositada em trabalhadores de uma distribuidora tornou-se a própria brecha por onde o crime operou: funcionários que conheciam os caminhos das mercadorias foram os mesmos que as desviaram. A prisão de mais um suspeito em Candeias, desdobramento da Operação Disconnected iniciada em abril, lembra que esquemas construídos por dentro das instituições exigem investigações igualmente pacientes e metódicas. Ao mesmo tempo, uma segunda operação voltou-se ao comércio de falsificados no centro de Salvador, sinalizando que a proteção do patrimônio — seja de empresas, seja de marcas — permanece uma frente aberta e contínua.

Na manhã de 31 de agosto, a Polícia Civil da Bahia cumpriu um mandado de prisão preventiva em Candeias contra um homem acusado de integrar um esquema de furto de celulares que causou prejuízo de mais de R$ 162 mil a uma distribuidora em Salvador. A ação é mais um capítulo da Operação Disconnected, iniciada em abril, que já havia resultado na prisão de outros três suspeitos ligados ao mesmo caso.

As investigações revelaram que o grupo era formado sobretudo por funcionários da própria distribuidora. Valendo-se do acesso privilegiado que tinham à logística interna, eles garantiam que caixas com celulares fossem desviadas antes de chegar ao destino final da empresa — um esquema coordenado que funcionou por pelo menos dois meses em 2025. Até agora, apenas cinco aparelhos foram recuperados.

No mesmo dia, a polícia deflagrou a Operação Original, voltada ao combate do comércio irregular de acessórios falsificados na região central de Salvador. Dois estabelecimentos foram alvo de buscas para verificar a venda de produtos com marcas imitadas sem autorização, e outras duas lojas de vestuário também foram vistoriadas.

As duas operações foram conduzidas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais, com participação de múltiplos órgãos — incluindo a Delegacia de Defesa do Consumidor e superintendências municipais e estaduais de proteção ao consumidor. O esforço conjunto reflete uma estratégia mais ampla de combate a crimes contra o patrimônio e a propriedade intelectual na Grande Salvador.

A Polícia Civil da Bahia cumpriu um mandado de prisão preventiva na manhã de segunda-feira, 31 de agosto, em Candeias, contra um homem acusado de participar de um esquema de furto de celulares que deixou uma distribuidora com prejuízo superior a R$ 162 mil. A prisão marca um novo capítulo da Operação Disconnected, iniciada em abril deste ano, que já havia resultado na captura de três outros suspeitos envolvidos no mesmo caso.

Segundo as investigações da Polícia Civil, o grupo criminoso era formado principalmente por funcionários da própria empresa distribuidora. Aproveitando-se de suas posições dentro da organização, eles orquestravam a subtração de aparelhos celulares durante um período de pelo menos dois meses em 2025. O esquema funcionava de forma coordenada: de dentro da distribuidora, os envolvidos garantiam que as caixas contendo os celulares não chegassem ao seu destino final na empresa. Até o momento, apenas cinco aparelhos foram recuperados pelas autoridades.

No mesmo dia, a polícia deflagrou uma segunda operação, batizada de Operação Original, focada em reprimir o comércio irregular de acessórios para celulares na região central de Salvador. Dois estabelecimentos comerciais foram alvo das buscas, com objetivo de verificar a venda e o armazenamento de produtos com marcas falsificadas ou imitadas sem autorização dos proprietários legítimos. A ação também incluiu a vistoria de outras duas lojas de vestuário na área.

A Operação Original buscava identificar possíveis violações contra a propriedade industrial e infrações nas relações de consumo. O trabalho envolveu múltiplos órgãos: a Delegacia de Defesa do Consumidor coordenou a ação, com apoio da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor e da Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor da Prefeitura de Salvador.

As duas operações foram conduzidas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais. A Operação Manus Agiles, responsável pela prisão em Candeias, ficou a cargo da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos. O trabalho coordenado entre diferentes unidades policiais e órgãos de defesa do consumidor reflete um esforço mais amplo para combater crimes contra o patrimônio e a propriedade intelectual na Região Metropolitana de Salvador e na capital baiana.

O grupo criminoso se aproveitava das funções exercidas na empresa para promover a subtração de diversos aparelhos
— Investigações da Polícia Civil da Bahia
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