Nas entranhas de concreto do Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, agentes da Polícia Penal descobriram o que muros e grades não conseguem sufocar: redes de comunicação clandestinas que mantêm o crime organizado respirando de dentro para fora das prisões. A Operação Illicitus, em curso desde agosto, revela que o contrabando de celulares e drogas não é acidente — é arquitetura. Com 623 aparelhos e mais de oito quilos de entorpecentes retirados de circulação, o Estado fluminense tenta interromper uma corrente cujos elos incluem detentos, visitantes e, por vezes, os próprios servidores que