Em Maceió, a linha entre confiança e engano foi cruzada em uma feira popular, onde um homem vendia carne de cachorro como se fosse carne de carneiro. A Polícia Civil de Alagoas identificou o suspeito, mas ele permanece em fuga, deslocando-se entre localidades como quem conhece bem os limites da invisibilidade. O caso, registrado em vídeo desde outubro, só ganhou peso público quando as imagens circularam — lembrando que a verdade, muitas vezes, espera o momento certo para ser vista.
Polícia identifica suspeito de vender carne de cachorro em feira de Maceió
Ele não para em uma localidade só, mas estamos trabalhando para localizá-lo
Como a polícia conseguiu identificar esse homem se ele estava se movimentando entre diferentes lugares?
O vídeo que circulou no início da semana foi crucial. Depois que as imagens foram divulgadas, testemunhas que frequentam a feira procuraram a polícia e confirmaram que tinham visto o homem operando lá. Com esses depoimentos, conseguiram fazer a identificação completa.
Mas ele ainda não foi capturado, certo? Então a identificação é mais um passo inicial do que uma resolução.
Exato. O delegado deixou claro que o suspeito continua em paradeiro desconhecido, provavelmente já em outro local.
E quanto ao vídeo original? Por que a polícia demorou tanto para agir se o vídeo foi gravado em outubro?
Boa pergunta. O vídeo foi gravado em 6 de outubro, mas só ganhou repercussão no início de novembro. Não sabemos exatamente quando chegou às mãos da polícia ou quanto tempo levou para viralizar.
O que sabemos é que uma vez que circulou publicamente, as testemunhas se movimentaram e a polícia conseguiu avançar na investigação.
E as pessoas que compraram essa carne? Elas sabem que comeram carne de cachorro?
A reportagem não menciona nada sobre notificação de compradores ou rastreamento de quem pode ter adquirido o produto. Isso é um vazio importante.
O foco agora está em capturar o suspeito e impedir que ele continue operando. Mas você tem razão — há uma questão de saúde pública que não foi abordada.
Le Pouls
- Um homem vendia carne de cachorro em feira tradicional de Maceió, enganando compradores que acreditavam adquirir carne de carneiro.
- O vídeo que documenta o crime foi gravado em 6 de outubro, mas só gerou comoção pública no início de novembro, quando as imagens se espalharam.
- Após a repercussão, testemunhas procuraram espontaneamente a polícia e confirmaram os fatos investigados.
- O suspeito foi identificado e qualificado pela Delegacia de Crimes Ambientais, mas segue foragido, circulando entre diferentes áreas.
- A captura é dificultada pela mobilidade do suspeito, e as equipes policiais continuam em operação para localizá-lo.
Em Maceió, a linha entre confiança e engano foi cruzada em uma feira popular, onde um homem vendia carne de cachorro como se fosse carne de carneiro. A Polícia Civil de Alagoas identificou o suspeito, mas ele permanece em fuga, deslocando-se entre localidades como quem conhece bem os limites da invisibilidade. O caso, registrado em vídeo desde outubro, só ganhou peso público quando as imagens circularam — lembrando que a verdade, muitas vezes, espera o momento certo para ser vista.
A Polícia Civil de Alagoas identificou o homem suspeito de vender carne de cachorro na Feira do Perde-Ganha, no bairro Levada, em Maceió. O vídeo que o mostra com dois animais já esfolados foi gravado em 6 de outubro, mas o caso só ganhou ampla repercussão no início de novembro. As imagens não foram divulgadas pela emissora por conta do conteúdo perturbador.
O delegado Robervaldo Davino, da Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção a Animais, confirmou na manhã de sexta-feira, 10 de novembro, que o suspeito havia sido plenamente identificado, mas ainda não estava preso. Após a circulação das imagens, testemunhas procuraram a polícia e prestaram depoimentos que corroboraram a investigação.
Segundo os investigadores, o homem enganava os frequentadores da feira dizendo vender carne de carneiro, o que lhe permitia comercializar o produto sem despertar suspeitas imediatas. O delegado destacou que a captura é dificultada pela mobilidade do suspeito: "Ele não para em uma localidade só, mas estamos trabalhando para localizá-lo", afirmou Davino.
O caso acumula múltiplas camadas de ilicitude — a morte de animais domésticos, a fraude alimentar contra consumidores e a violação de normas sanitárias em espaço público. As investigações seguem em aberto enquanto as equipes buscam prender o suspeito e encerrar sua atuação na região.
A Polícia Civil de Alagoas identificou o homem acusado de vender carne de cachorro na Feira do Perde-Ganha, conhecida anteriormente como Feira do Passarinho, localizada no bairro Levada em Maceió. O caso repercutiu amplamente no início da semana, mas o vídeo que documenta o suspeito com dois animais já esfolados foi registrado em 6 de outubro. A emissora optou por não divulgar as imagens devido ao seu conteúdo perturbador.
O delegado Robervaldo Davino, responsável pela Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção a Animais, confirmou na manhã de sexta-feira, 10 de novembro, que o suspeito ainda não havia sido preso, apesar da identificação completa realizada pela polícia. Segundo o delegado, as equipes continuam em operação para localizá-lo. Após a divulgação das imagens, testemunhas procuraram a polícia e forneceram depoimentos que corroboraram os fatos investigados.
De acordo com as informações repassadas aos investigadores, o homem enganava frequentadores da feira ao afirmar que comercializava carne de carneiro. A estratégia fraudulenta permitia que ele vendesse o produto sem despertar suspeitas imediatas entre os compradores. As investigações prosseguem em aberto.
O delegado ressaltou que o suspeito não permanece em um único local, deslocando-se entre diferentes áreas, o que complica os esforços de captura. "Ele foi devidamente identificado e qualificado. Depois da divulgação das imagens, colhemos depoimento de testemunhas que confirmaram o fato. Este homem já estaria em outra área, inclusive, porque ele não para em uma localidade só, mas estamos trabalhando para localizá-lo", declarou Davino.
O caso representa uma sobreposição de crimes: a morte e esfolamento de animais domésticos, a fraude alimentar contra consumidores desavisados, e a violação de normas sanitárias em um espaço público de comercialização. A investigação segue em andamento, com as autoridades buscando prender o suspeito e impedir que continue operando na região.
Citations marquantes
Ele foi devidamente identificado e qualificado. Depois da divulgação das imagens, colhemos depoimento de testemunhas que confirmaram o fato. Este homem já estaria em outra área, inclusive, porque ele não para em uma localidade só, mas estamos trabalhando para localizá-lo.— Delegado Robervaldo Davino, Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção a Animais