Polícia identifica suspeito de matar chef espanhol e esposa na Bahia

Dois mortos: chef espanhol David Pegrina Capó (53 anos) e sua esposa brasileira Érica da Silva Santos (38 anos), ambos assassinados a tiros.
A frustração cresceu conforme o restaurante começou a prosperar
O sucesso do casal no negócio gastronômico teria alimentado o ressentimento de Menezes pela promessa não cumprida.
Mark

Por que um caseiro teria razão para acreditar que receberia parte de um terreno?

Mimi

Segundo a polícia, Capó teria feito essa promessa a Menezes enquanto ele trabalhava na propriedade. Promessas verbais em contextos rurais e de trabalho doméstico são comuns, mas também são frágeis — fáceis de fazer, fáceis de não cumprir.

Luke

Mas a gente só sabe disso pelo depoimento do filho de Menezes. Não há confirmação de que a promessa foi realmente feita, ou de como ela foi feita.

Mark

E como o filho dele acabou apontando o pai?

Mimi

Ele foi detido como suspeito, mas tinha um álibi que o isentou. Depois disso, disse à polícia que seu pai era o verdadeiro responsável e que Eliandro havia estado planejando o crime porque o sucesso do restaurante o incomodava.

Luke

Novamente, isso é o que o filho disse. Não sabemos se ele estava tentando se proteger apontando para o pai, ou se realmente tinha informações confiáveis.

Mark

Capó tinha antecedentes criminais?

Mimi

Na Espanha, sim. Ele foi condenado por fraudes hipotecárias quando trabalhava em um banco em Mallorca, entre 2003 e 2004. Mas os crimes prescreveram antes que pudesse ser preso.

Luke

Isso é relevante para entender quem era Capó, mas não explica por que Menezes o matou. Dois homens com histórias complicadas não é a mesma coisa que uma motivação clara.

Mark

Menezes está preso?

Mimi

Não. Ele é foragido. Já tinha um mandado por tráfico de drogas desde 2019, quando fugiu durante uma operação da Polícia Federal. Agora tem um novo mandado por homicídio.

Luke

Então a polícia identificou um suspeito, mas não o tem em custódia. A investigação depende de encontrá-lo.

  • Um casal foi executado a tiros em seu próprio restaurante em 24 de novembro — o chef na cozinha, a esposa alcançada enquanto tentava fugir em direção ao rio.
  • A polícia aponta Eliandro Lourenço de Menezes, ex-caseiro da propriedade, como mandante do duplo homicídio motivado por uma promessa de terreno que nunca se concretizou.
  • Menezes é foragido desde 2019, quando escapou de uma operação federal por tráfico de drogas, e agora acumula um segundo mandado de prisão pelo assassinato do casal.
  • Foi o próprio filho do suspeito, detido inicialmente como cúmplice, quem revelou o nome do pai aos investigadores — e informou que ele não pretende se entregar.
  • A investigação ainda busca outras duas pessoas que teriam participado da execução, enquanto o restaurante Os Ribeirinhos permanece fechado e o caso segue sem desfecho.

Em uma ilha fluvial no sul da Bahia, um chef espanhol e sua esposa brasileira foram assassinados a tiros dentro do próprio restaurante, aparentemente pela mão de um antigo caseiro que acreditava ter sido privado de uma promessa de terra. O caso revela como ressentimentos silenciosos — alimentados por desigualdade, expectativas não cumpridas e o sucesso alheio — podem se transformar em violência irreversível. A polícia identificou o suspeito, mas ele permanece foragido, carregando consigo dois mandados de prisão e, segundo seu próprio filho, nenhuma intenção de se entregar.

No dia 24 de novembro, o restaurante Os Ribeirinhos, às margens de um rio na Ilha do Pau do Macaco, no sul da Bahia, tornou-se o cenário de um duplo assassinato. David Pegrina Capó, chef espanhol de 53 anos natural de Mallorca, foi morto a tiros na cozinha do estabelecimento que ele mesmo administrava. Sua esposa, a brasileira Érica da Silva Santos, 38 anos, tentou fugir ao ouvir os disparos, mas foi alcançada próximo ao rio e também assassinada.

A Polícia Civil identificou Eliandro Lourenço de Menezes, 46 anos, como principal suspeito. Ele havia trabalhado como caseiro na propriedade do casal e, segundo a investigação, acreditava que Capó lhe havia prometido uma parte do terreno — promessa que nunca se cumpriu. O sucesso crescente do restaurante nos círculos gastronômicos locais teria intensificado o ressentimento de Menezes, que, de acordo com a polícia, planejava o crime há algum tempo e contou com a ajuda de outras duas pessoas na execução.

A identificação do suspeito veio de uma fonte inesperada: o próprio filho de Menezes, inicialmente detido como cúmplice. Após apresentar um álibi que o isentou, o rapaz apontou o pai como autor e revelou que ele não tem intenção de se entregar. Menezes já era foragido desde 2019, quando escapou de uma operação da Polícia Federal por tráfico de drogas na região. Com o novo mandado expedido pelo duplo homicídio, ele acumula duas ordens de prisão e segue desaparecido.

Capó deixou para trás uma trajetória complexa. Em Mallorca, havia sido condenado por fraudes hipotecárias cometidas quando dirigia uma agência bancária entre 2003 e 2004 — crimes que prescreveram antes de ele ser preso. No Brasil, construiu uma nova vida ao lado de Érica, tornando-se uma figura reconhecida na gastronomia do sul da Bahia. Com a morte do casal, o restaurante fechou as portas. A investigação continua em busca de Menezes e dos outros dois envolvidos.

No dia 24 de novembro, em um restaurante à beira de um rio na Ilha do Pau do Macaco, no sul da Bahia, duas pessoas foram mortas a tiros. Uma delas era David Pegrina Capó, chef espanhol de 53 anos. A outra era Érica da Silva Santos, brasileira de 38 anos, sua esposa. Agora, a Polícia Civil identificou quem acreditam ser responsável: Eliandro Lourenço de Menezes, um homem de 46 anos que trabalhou como caseiro na propriedade onde o casal vivia e operava seu negócio.

Segundo a investigação, o motivo do crime foi simples e amargo. Menezes acreditava que Capó lhe havia prometido uma parte do terreno onde trabalhava. Essa promessa nunca se concretizou. A frustração cresceu, especialmente conforme o restaurante Os Ribeirinhos — que o casal administrava — começou a prosperar nos meios gastronômicos locais. O sucesso que incomodava Menezes transformou-se em algo mais perigoso: um plano.

O que aconteceu naquele dia 24 de novembro foi executado com ajuda. Capó foi abordado na cozinha do restaurante e morto a tiros. Érica estava tomando banho quando tudo começou. Ela tentou fugir, mas foi alcançada próximo ao rio e também foi morta. Outras duas pessoas, além de Menezes, participaram da execução dos crimes, segundo a polícia.

Menezes, porém, não está em custódia. Ele é foragido. Já tinha um mandado de prisão preventiva em aberto por acusação de tráfico de drogas — em 2019, foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investigava rotas de tráfico na região. Naquela época, ele fugiu da ilha e desapareceu. Agora, com a acusação de duplo homicídio, a Polícia Civil expediu novo mandado contra ele. Segundo informações que chegaram aos investigadores, ele não tem intenção de se entregar.

A identificação de Menezes como suspeito veio através de seu próprio filho, que foi detido como suspeito de participação no crime. O rapaz apresentou um álibi que o isentou, mas antes disso apontou seu pai como o autor e relatou que Eliandro havia estado arquitetando a morte de Capó há tempo. O filho de Érica também morava na ilha, mas não estava presente quando os assassinatos ocorreram.

Capó tinha uma história anterior que veio à tona após sua morte. Ele era natural de Mallorca, ilha espanhola no Mediterrâneo, e havia sido condenado por supostas fraudes na concessão de hipotecas quando era diretor de uma agência bancária lá, entre 2003 e 2004. Segundo o jornal Diario de Mallorca, ele nunca chegou a ser preso porque os crimes prescreveram. No Brasil, conheceu Érica, moradora de Itagimirim, e os dois construíram uma vida juntos, tornando-se figuras conhecidas nos círculos gastronômicos do sul da Bahia.

A morte do casal repercutiu na região. O restaurante que administravam deixou de funcionar. A investigação continua em busca de Menezes e das outras duas pessoas envolvidas na execução. A defesa do suspeito não foi localizada para comentar o caso.

O sucesso que o casal vinha tendo com o restaurante incomodava Eliandro, que teria passado a arquitetar a morte de Capó
— Depoimento do filho de Menezes à Polícia Civil
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