No coração de um aeroporto movimentado, onde a vida pública e o submundo se cruzam, um delator do maior grupo criminoso de São Paulo foi executado à luz do dia. Semanas depois, as investigações revelam que a morte de Antônio Vinicius Gritzbach não foi obra do acaso, mas de uma engrenagem cuidadosamente montada — com um homem de 29 anos, Kauê do Amaral Coelho, no papel silencioso e decisivo de quem aponta o alvo. A busca por Coelho, agora foragido, é também a busca por compreender até onde chegam os tentáculos do Primeiro Comando da Capital.
Polícia identifica informante do assassinato de delator do PCC em Guarulhos
Um pouco antes dos disparos, ele aponta para o Vinícius
Como a polícia conseguiu identificar Kauê tão rapidamente? Deve ter havido câmeras de segurança no aeroporto.
Sim, câmeras de vigilância foram cruciais. Coelho foi visto chegando uma hora antes do voo pousar — isso não é coincidência. Ele estava lá esperando, posicionado estrategicamente.
Mas a gente não sabe exatamente como ele comunicou com os atiradores, certo? Se foi por telefone, por sinal visual, se havia um terceiro intermediário?
Verdade. O que sabemos é que ele apontou para Gritzbach momentos antes dos disparos. O secretário de Segurança chamou isso de participação estratégica.
E qual é a ligação de Coelho com o PCC? Ele é membro ou apenas alguém que trabalha para eles?
Ele ameaçou um policial dizendo que era do PCC, mas não sabemos se era verdade ou apenas uma ameaça vazia. O que importa é que tinha antecedentes criminais e estava no lugar certo na hora certa.
Cinquenta mil reais de recompensa é bastante, mas também é pouco se ele tiver proteção de alguém poderoso. Se o PCC o está escondendo, dinheiro não vai trazer informação.
Então ele pode estar em segurança agora, protegido?
É possível. Ele desapareceu depois que a ordem de prisão foi expedida. Não estava nos endereços que a polícia conhecia.
Isso levanta outra questão: como a polícia sabia onde procurar? Alguém o delatou, ou foi através de vigilância contínua?
A reportagem não especifica. Mas o fato de terem dois endereços para buscar sugere que tinham informações sólidas sobre seus movimentos.
E se ele nunca for encontrado? O caso fica em aberto?
Tecnicamente, sim. Mas com a ordem de prisão em vigor, ele vira alvo permanente. Qualquer contato com a polícia, qualquer câmera que o capture — tudo o coloca em risco.
Der Puls
- Um delator do PCC foi assassinado a tiros em pleno Aeroporto Internacional de Guarulhos, em um crime de alta visibilidade que expôs a capacidade da organização criminosa de agir em espaços públicos.
- A investigação revelou que alguém de dentro sabia dos movimentos de Gritzbach: Kauê do Amaral Coelho teria chegado ao aeroporto uma hora antes do pouso e apontado a vítima para os atiradores.
- A Justiça decretou a prisão temporária de Coelho como coautor do homicídio, reconhecendo que identificar o alvo foi tão determinante quanto puxar o gatilho.
- Quando a polícia cumpriu os mandados de busca, Coelho havia desaparecido — e seu histórico com tráfico de drogas e vínculos declarados ao PCC aprofunda a urgência da captura.
- Uma recompensa de R$ 50 mil foi oferecida pela força-tarefa, sinalizando que o caso permanece aberto e que o elo mais visível da cadeia criminosa ainda está solto.
No coração de um aeroporto movimentado, onde a vida pública e o submundo se cruzam, um delator do maior grupo criminoso de São Paulo foi executado à luz do dia. Semanas depois, as investigações revelam que a morte de Antônio Vinicius Gritzbach não foi obra do acaso, mas de uma engrenagem cuidadosamente montada — com um homem de 29 anos, Kauê do Amaral Coelho, no papel silencioso e decisivo de quem aponta o alvo. A busca por Coelho, agora foragido, é também a busca por compreender até onde chegam os tentáculos do Primeiro Comando da Capital.
No dia 8 de novembro, Antônio Vinicius Gritzbach desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos e foi morto a tiros. Delator do Primeiro Comando da Capital, a maior organização criminosa de São Paulo, Gritzbach havia se tornado um alvo — e alguém garantiu que os atiradores soubessem exatamente quem procurar.
Após semanas de investigação, uma força-tarefa da Polícia Civil identificou esse elo: Kauê do Amaral Coelho, 29 anos. Segundo o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, Coelho estava no aeroporto uma hora antes do pouso e, momentos antes dos disparos, apontou Gritzbach para os criminosos que aguardavam em um veículo. O gesto, aparentemente simples, foi considerado tão decisivo que a Justiça decretou sua prisão temporária não como cúmplice, mas como coautor do homicídio.
A ordem foi expedida em 18 de novembro. Na manhã seguinte, a polícia cumpriu mandados de busca nos endereços conhecidos de Coelho — e não o encontrou em nenhum deles. Ele segue foragido, e a força-tarefa oferece R$ 50 mil por informações sobre seu paradeiro.
O histórico de Coelho não era desconhecido das autoridades. Em 2022, foi preso com mais de mil pílulas de ecstasy. Em outra ocasião, ao ser detido por desacato, ameaçou um policial afirmando integrar o PCC — ameaça que ficou registrada em boletim de ocorrência. A trajetória de Coelho revela alguém com vínculos estabelecidos no crime organizado, agora no centro de um dos assassinatos mais emblemáticos do ano.
No dia 8 de novembro, Antônio Vinicius Gritzbach desceu de um avião no Aeroporto Internacional de Guarulhos e foi morto a tiros. Gritzbach era um delator do Primeiro Comando da Capital, a maior organização criminosa de São Paulo. Agora, a Polícia Civil identificou quem pode ter facilitado sua morte: Kauê do Amaral Coelho, um homem de 29 anos que, segundo as investigações, estava no aeroporto uma hora antes do voo pousar e apontou a vítima para os atiradores.
A descoberta veio após semanas de trabalho de uma força-tarefa dedicada ao caso. Coelho é suspeito de ter desempenhado um papel estratégico no crime — não disparou as armas, mas identificou o alvo. De acordo com Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública de São Paulo, pouco antes dos disparos Coelho apontou para Gritzbach, sinalizando aos criminosos que estavam em um veículo Gol qual era a pessoa a ser executada. Essa ação, embora aparentemente simples, foi determinante: Derrit afirmou que a participação de Coelho foi tão clara que a polícia solicitou sua prisão temporária não apenas como cúmplice, mas como coautor do homicídio.
No dia 18 de novembro, a Justiça expediu a ordem de prisão. Na manhã seguinte, a Polícia Civil cumpriu dois mandados de busca nos endereços conhecidos de Coelho. Ele não estava em nenhum deles. Desde então, permanece foragido, e a força-tarefa oferece uma recompensa de cinquenta mil reais para quem forneça informações sobre seu paradeiro.
O histórico de Coelho sugere uma trajetória ligada ao crime organizado. Em 2022, foi preso portando mais de mil pílulas de ecstasy e cumpriu dois meses de cadeia. Em outra ocasião, foi detido por desacato a policial — e durante esse episódio, ameaçou o agente afirmando que integrava o PCC. A ameaça foi registrada em boletim de ocorrência. Essas passagens pela Justiça indicam que Coelho não era um homem desconhecido das autoridades, mas alguém com vínculos estabelecidos com a criminalidade.
O assassinato de Gritzbach no aeroporto foi um crime de alta visibilidade, executado em um local público durante o dia. Que um delator fosse morto em circunstâncias tão expostas sugeria que havia alguém dentro da estrutura de segurança ou próximo a Gritzbach que conhecia seus movimentos. A identificação de Coelho como informante responde a essa pergunta: havia um elo, alguém que sabia quando e onde Gritzbach chegaria. A polícia agora busca localizá-lo antes que desapareça completamente.
Bemerkenswerte Zitate
Um pouco antes dos disparos, ele aponta para o Vinícius, mostrando para os criminosos que estavam no Gol. Fica claro a participação dele, estratégica, inclusive, e por isso foi solicitada a prisão temporária como coautor do homicídio.— Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública de SP