Na tarde de um sábado comum em São Paulo, um jornalista de 71 anos tentou recuperar o que lhe foi tirado à força — e pagou com a vida. A morte de Márcio Chaer, diretor da Conjur, não é apenas a história de um roubo que terminou em tragédia: é um espelho da violência urbana que consome energia, saúde e vidas nas ruas congestionadas das grandes cidades brasileiras. O gesto de correr atrás dos ladrões, humano e compreensível, revelou a fragilidade de um corpo de 71 anos diante de uma cidade que não perdoa.
Polícia identifica dois adolescentes suspeitos de roubo que causou morte de jornalista
Correu atrás dos ladrões e caiu na calçada, morto de infarto
Como a polícia conseguiu identificar os dois adolescentes tão rápido se eles estão foragidos?
As câmeras de segurança capturaram o rosto deles durante o roubo e a perseguição. A região tem vigilância, e a polícia conseguiu fazer o reconhecimento a partir das imagens.
Mas a gente não sabe ainda se eles serão localizados ou em quanto tempo. A polícia só disse que os identificou e que está fazendo buscas.
Por que um homem de 71 anos correu atrás de ladrões? Isso parece arriscado demais.
Ele estava protegendo seu celular. Muitas pessoas reagem assim instintivamente quando são roubadas, especialmente se o objeto tem valor pessoal ou profissional. Mas nesse caso, o esforço físico foi fatal.
A gente não sabe exatamente o que passou pela cabeça dele naquele momento. Pode ter sido instinto, pode ter sido raiva, pode ter sido que ele não tenha percebido o risco. O que sabemos é que ele correu e sofreu um infarto.
Esses adolescentes já tinham antecedentes?
A polícia disse que eles agem habitualmente naquela região, o que indica um padrão de comportamento criminoso. Mas os detalhes sobre seus históricos não foram divulgados ainda.
Exatamente. Sabemos que atuam na região, mas não temos informações sobre se têm passagens anteriores pela polícia, se estão em programas de proteção à infância, nada disso. É um vazio importante.
El Pulso
- Dois adolescentes de 14 e 15 anos roubaram o celular de Chaer no trânsito lento da avenida Tiradentes, uma região conhecida por ser alvo frequente desse tipo de crime.
- O jornalista correu atrás dos ladrões por uma longa distância até desabar na calçada da rua Pedro Vicente, próximo à estação Armênia do Metrô, vítima de um infarto fulminante.
- Câmeras de segurança registraram a perseguição e ajudaram a identificar os dois suspeitos, que permanecem foragidos e continuam sendo procurados pela polícia.
- A investigação está a cargo do Corpo Especial da Repressão ao Crime da 1.ª Delegacia Seccional Centro, que trabalha para localizar os menores com base em seu padrão de atuação na região.
- A morte repercutiu entre autoridades do país: o presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro aposentado Luís Roberto Barroso prestaram homenagens públicas ao jornalista.
Na tarde de um sábado comum em São Paulo, um jornalista de 71 anos tentou recuperar o que lhe foi tirado à força — e pagou com a vida. A morte de Márcio Chaer, diretor da Conjur, não é apenas a história de um roubo que terminou em tragédia: é um espelho da violência urbana que consome energia, saúde e vidas nas ruas congestionadas das grandes cidades brasileiras. O gesto de correr atrás dos ladrões, humano e compreensível, revelou a fragilidade de um corpo de 71 anos diante de uma cidade que não perdoa.
Márcio Chaer dirigia a Revista Eletrônica Conjur, especializada em notícias jurídicas, quando foi atacado no trânsito de São Paulo na tarde do sábado, 3 de outubro. Dois adolescentes tomaram seu celular e fugiram. Chaer correu atrás deles — e não resistiu ao esforço. Ele sofreu um infarto e caiu na calçada da rua Pedro Vicente, próximo à estação Armênia do Metrô. Morreu naquela tarde, aos 71 anos.
A polícia identificou os suspeitos como adolescentes de 14 e 15 anos, conhecidos por atuar habitualmente na região da avenida Tiradentes, onde o trânsito lento favorece ataques a motoristas. Câmeras de segurança registraram o momento da perseguição. Mesmo identificados, os dois permanecem foragidos. A investigação está nas mãos do Corpo Especial da Repressão ao Crime da 1.ª Delegacia Seccional Centro da Capital.
A morte de Chaer mobilizou figuras do mundo jurídico e público. O presidente do STF, Edson Fachin, enviou condolências à família. O ministro aposentado Luís Roberto Barroso lembrou o talento, o bom humor e a visão construtiva do jornalista, escrevendo que sua ausência seria sentida num país já demasiado consumido por notícias negativas. O sepultamento estava marcado para segunda-feira, 5 de outubro, em Mogi das Cruzes.
Márcio Chaer tinha 71 anos e dirigia a Revista Eletrônica Conjur, um veículo especializado em notícias jurídicas. No sábado, 3 de outubro, ele estava no trânsito de São Paulo quando dois adolescentes o atacaram e levaram seu celular. O que começou como um roubo comum terminou em morte: Chaer correu atrás dos ladrões por uma longa distância, sofreu um infarto e caiu na calçada da rua Pedro Vicente, próximo à estação Armênia do Metrô, na região da avenida Tiradentes. Ele morreu naquela tarde.
A Polícia de São Paulo identificou os dois suspeitos como adolescentes de 14 e 15 anos. Câmeras de segurança registraram o momento em que Chaer perseguia um deles até desabar na rua. Os dois continuam foragidos. A investigação está a cargo do Corpo Especial da Repressão ao Crime, a unidade especializada da 1.ª Delegacia Seccional Centro da Capital, que agora trabalha para localizá-los.
A região onde o crime ocorreu é conhecida por ser alvo frequente de roubos. O trânsito lento e congestionado cria oportunidades para ataques a motoristas. Os dois adolescentes agem habitualmente nessa área, segundo a polícia, o que sugere um padrão de atividade criminosa já estabelecido.
A morte de Chaer repercutiu entre figuras públicas do país. Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, enviou condolências à família e aos amigos do jornalista. O ministro aposentado Luís Roberto Barroso publicou uma nota lembrando as qualidades de Chaer: seu talento, seu bom humor e sua visão construtiva da vida. Barroso escreveu que, em um momento em que o país parecia hipnotizado por notícias negativas, a presença de Chaer faria muita falta.
O sepultamento de Márcio Chaer estava marcado para segunda-feira, 5 de outubro, em Mogi das Cruzes. A polícia continua buscando os dois menores identificados, que permanecem desaparecidos.
Citas Notables
Nesse momento em que o país parece hipnotizado por notícias negativas, fará muita falta seu talento, bom humor e visão construtiva da vida— Ministro aposentado Luís Roberto Barroso