Polícia encontra partes de corpo de jogador de futebol esquartejado em MS

Jogador de 19 anos foi morto e esquartejado, deixando avó de 72 anos e irmão enlutados; corpo ainda não foi liberado para sepultamento.
Ele jamais faltaria, ainda mais que seria o capitão
A prima de Hugo explicando por que a família desconfiou imediatamente de seu desaparecimento.

Um jovem de 19 anos que sonhava em ser atacante profissional saiu para uma festa numa cidade paraguaia de fronteira e nunca mais voltou. Seis dias depois, partes do corpo de Hugo Vinícius Skulny Pedrosa foram encontradas no rio Iguatemi, em Mato Grosso do Sul, revelando um crime que atravessa fronteiras e enluta uma família já marcada pela perda. A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira, segue em busca de outros responsáveis — enquanto uma avó de 72 anos aguarda poder enterrar o neto.

  • Hugo desapareceu na madrugada de domingo após uma festa no Paraguai, e a última voz que ouviu foi a da avó pedindo que voltasse para casa.
  • A ausência de um jovem que jamais dormia fora sem avisar acendeu o alarme imediato da família, que registrou boletim de desaparecimento dois dias depois.
  • Mergulhadores do Corpo de Bombeiros encontraram partes do corpo no rio Iguatemi, identificadas por uma tatuagem em homenagem ao pai de Hugo, morto dois anos antes.
  • Um suspeito foi preso, mas as buscas continuam para localizar o restante dos restos mortais e identificar outros envolvidos no crime.
  • A família, ainda sem data para o sepultamento, planeja um cortejo até o cemitério em pedido público de justiça.

Hugo Vinícius Skulny Pedrosa tinha 19 anos, jogava como atacante e admirava Neymar. Na noite de sábado, saiu para uma festa em Pindoty Porá, cidade paraguaia a sete quilômetros da fronteira com o Brasil. Sua avó, Venilda, ligou duas vezes na madrugada pedindo que voltasse. Ele respondeu que estava bem e sairia logo. Depois disso, silêncio. A família estranhava: Hugo nunca dormia fora sem avisar, e naquele domingo teria jogo marcado — seria o capitão do time.

A Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira foi acionada assim que os primeiros levantamentos apontaram para homicídio. Uma testemunha levou os investigadores até o rio Iguatemi, perto de um sítio em Sete Quedas. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros encontraram o antebraço direito do jovem, marcado por uma tatuagem em homenagem ao pai — morto em acidente de carro em setembro de 2021. Nos dias seguintes, uma perna e parte da cabeça foram localizadas. As buscas pelo restante do corpo continuavam.

A trajetória de Hugo já carregava uma ruptura. Em 2021, ele havia se mudado para Anastácio para jogar no Seduc-MS, o principal time de base do estado, e chegou a ser campeão em São Paulo. Mas a morte do pai o abalou profundamente, e ele voltou para Sete Quedas, onde morava com a avó e o irmão. Passou a jogar num campeonato de bairro e fazia testes em busca do sonho que não abandonara.

Durante os dias de incerteza, a família pediu ajuda nas redes sociais — um dos posts foi compartilhado pela cantora Ana Castela, criada na mesma região. Um suspeito foi preso, mas a investigação segue. A avó sabe que o neto foi morto; a família a poupou dos detalhes. Ainda sem data para a liberação dos restos mortais, a intenção é fazer um cortejo até o cemitério pedindo por justiça.

Hugo Vinícius Skulny Pedrosa saiu de casa no sábado à noite para uma festa em Pindoty Porá, uma cidade paraguaia a sete quilômetros da fronteira com o Brasil. Tinha 19 anos, jogava como atacante e sonhava em seguir os passos de Neymar. Seis dias depois, a polícia encontraria partes de seu corpo no rio Iguatemi, em Sete Quedas, no interior de Mato Grosso do Sul. Um suspeito foi preso, mas as investigações continuam em busca de outros envolvidos no crime.

A avó de Hugo, Venilda Gonçalves Skulny, foi a última pessoa a falar com ele. Na madrugada de domingo, por volta das três da manhã, ela ligou pedindo que voltasse para casa. Ele respondeu que estava tudo bem e sairia em breve. Meia hora depois, nova ligação, mesma resposta. Depois disso, silêncio. A família estranhou desde o começo. Hugo não tinha o hábito de dormir fora ou desaparecer sem avisar a avó. Naquele dia, mesmo chegando tarde, não deixaria de voltar, pois tinha jogo marcado para o dia seguinte e seria o capitão do time. O boletim de desaparecimento foi registrado na segunda-feira.

Os primeiros levantamentos da polícia já apontavam para um homicídio. A Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira foi acionada. Uma testemunha colaborou com informações que levaram os investigadores até o rio Iguatemi, perto de um sítio. Cinco mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Amambai foram enviados ao local. Encontraram o antebraço direito de Hugo, marcado por uma tatuagem que homenageava seu pai, morto em acidente de carro em setembro de 2021. Aquela tatuagem permitiu o reconhecimento preliminar do corpo.

Nos dias seguintes, mais mergulhadores foram acionados. Uma das pernas e parte da cabeça do jovem foram localizadas. As buscas continuavam na terça-feira em busca do restante do corpo. A delegada de Sete Quedas, Lucelia Constantino, pediu que o irmão de Hugo fosse até Amambai para coleta de amostras de DNA, a fim de confirmar oficialmente a identificação. Alguns objetos foram apreendidos e seriam periciados.

Hugo havia se mudado em 2021 para Anastácio, a 527 quilômetros de Sete Quedas, para jogar pelo Seduc-MS, o principal time de base do estado. Participou de três competições na categoria sub-17 e foi campeão na Copa Itu de Futebol Menores, em São Paulo. Mas quando seu pai morreu naquele setembro, o adolescente voltou para casa abalado. Nunca mais recuperou o mesmo foco. A família decidiu que era hora dele voltar para Sete Quedas, onde morava com a avó e o irmão desde pequeno. Passou a jogar no Projetinho, um campeonato dos bairros da cidade, e fazia testes em busca do sonho de ser atacante de renome. Estava no primeiro ano de uma faculdade a distância de Educação Física.

Durante os dias de incerteza, a família postou vários pedidos de ajuda nas redes sociais. Um deles foi compartilhado pela cantora Ana Castela, nascida em Amambai e criada em Sete Quedas. Andressa Skulny, prima de Hugo, recebeu informações de que na madrugada do desaparecimento ele havia pedido carona a um amigo para ir até a casa de uma ex-namorada. A avó, agora com 72 anos, soube que o rapaz foi morto, mas a família a poupou dos detalhes. Ainda não se sabe quando os restos mortais serão liberados para sepultamento, mas a intenção é fazer um cortejo até o cemitério pedindo por justiça.

Ele jamais faltaria, ainda mais que seria o capitão
— Andressa Skulny, prima de Hugo
O adolescente não parecia ter o mesmo foco, abalado pela perda
— Wilson de Araújo Santana, presidente do Seduc-MS, sobre Hugo após a morte do pai
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a tatuagem foi tão importante para identificar o corpo?

Model

Porque o corpo estava esquartejado e disperso no rio. A tatuagem no antebraço era uma marca pessoal, única — uma homenagem ao pai que havia morrido dois anos antes. Permitiu que a polícia fizesse uma identificação preliminar rápida, antes mesmo dos testes de DNA.

Inventor

A família não desconfiou quando ele não voltou naquela noite?

Model

Desconfiaram imediatamente. Hugo não tinha o hábito de dormir fora. Tinha jogo no dia seguinte e seria capitão. A avó já estava preocupada na madrugada, ligando para ele voltar. Quando não apareceu, a família sabia que algo estava muito errado.

Inventor

Como a polícia chegou até o rio?

Model

Uma testemunha colaborou com informações. A polícia não divulgou detalhes, mas alguém sabia onde procurar. Isso sugere que o crime não foi cometido por um desconhecido, mas por alguém próximo ou que tinha conexões com o que aconteceu.

Inventor

O que sabemos sobre o suspeito preso?

Model

Muito pouco ainda. A polícia confirmou que um suspeito foi preso, mas não divulgou qual seria a participação dele no crime. A investigação continua em busca de outros envolvidos. É um crime de fronteira, o que complica as coisas — pode envolver pessoas dos dois lados da linha.

Inventor

Por que ele estava em uma festa no Paraguai?

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Era um sábado à noite. Ele era um adolescente de 19 anos. Pindoty Porá fica a apenas sete quilômetros de Sete Quedas. Para um jovem naquela região de fronteira, era um passeio comum. Ninguém poderia prever o que aconteceria.

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