Quatro pessoas desaparecidas, um carro enterrado, projéteis espalhados
No coração rural do Paraná, o desaparecimento de quatro homens em agosto começa a revelar sua face mais sombria: projéteis encontrados em uma propriedade em Icaraíma, um carro enterrado em bunker com marcas de tiro e vestígios de sangue compõem um quadro que a própria polícia já não hesita em chamar de homicídio. É a história antiga da dívida que se transforma em violência — desta vez, envolvendo um homem que contratou três paulistas para cobrar o que lhe era devido, e que desapareceu junto com eles. A busca pelos corpos continua, e com ela, a tentativa de dar nome e lugar ao que parece ter sido um crime cuidadosamente ocultado.
- Quatro homens sumiram juntos no início de agosto no Paraná, e cada nova descoberta na propriedade rural de Icaraíma torna o silêncio deles mais difícil de ignorar.
- Um carro enterrado em bunker, crivado de marcas de tiro e com vestígios de sangue, foi removido em uma operação que durou horas e se estendeu pela madrugada — evidência de que alguém tentou apagar o rastro do que aconteceu.
- Novos projéteis foram encontrados na área de mata da propriedade neste domingo, somando-se a outros já localizados anteriormente no mesmo local, e estão sendo periciados pela Polícia Científica.
- O delegado responsável pelo caso não trata o homicídio como hipótese remota: é a linha principal de investigação, e a propriedade ligada a Alencar Gonçalves de Souza está no centro de tudo.
- Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar Ambiental e Corpo de Bombeiros vasculharam a mata no mesmo dia sem encontrar os corpos — as buscas continuam, mas as vítimas permanecem desaparecidas.
No interior do Paraná, o desaparecimento de quatro homens no início de agosto vai ganhando contornos cada vez mais graves. Neste domingo, 14 de setembro, a Polícia Civil encontrou novos projéteis em uma propriedade rural em Icaraíma — local ligado a Alencar Gonçalves de Souza, um dos desaparecidos. Os projéteis estão sendo analisados pela Polícia Científica e se somam a outros já encontrados anteriormente no mesmo lugar.
Alencar havia contratado três homens de São Paulo — Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso — para cobrar uma dívida de R$ 255 mil. Todos desapareceram juntos. O delegado Thiago Andrade confirmou que o homicídio é a principal linha de investigação: a hipótese é que os quatro foram assassinados naquela propriedade.
Dois dias antes, na sexta-feira, a Polícia Militar Ambiental havia feito uma descoberta decisiva: a picape branca usada pelos desaparecidos estava enterrada em um bunker em área rural de Icaraíma. O veículo apresentava marcas de tiro e vestígios de sangue. A operação para retirá-lo durou horas, se estendendo até a madrugada do sábado.
No domingo, equipes da Polícia Civil, Polícia Militar Ambiental e Corpo de Bombeiros realizaram buscas intensas pela mata da propriedade em busca dos corpos. Nada foi encontrado. O carro enterrado, os projéteis espalhados e as marcas de violência no veículo apontam para um crime planejado e uma tentativa deliberada de ocultação. As buscas continuam, e os corpos das quatro vítimas permanecem o objetivo mais urgente da investigação.
No interior do Paraná, investigadores continuam a montar um quadro cada vez mais sombrio sobre o desaparecimento de quatro homens no início de agosto. A Polícia Civil descobriu novos projéteis em uma propriedade rural em Icaraíma neste domingo, 14 de setembro, adicionando mais uma peça a um quebra-cabeça que aponta para homicídio como explicação mais provável para o sumiço.
Os desaparecidos são Alencar Gonçalves de Souza, um homem que havia contratado três paulistas para cobrar uma dívida de R$ 255 mil, e justamente esses três: Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso. Todos saíram de circulação juntos no início do mês passado. A propriedade onde os projéteis foram encontrados está ligada a Alencar, o que torna o local central na investigação.
O delegado Thiago Andrade, responsável pelo caso, confirmou que os projéteis estão sendo analisados pela Polícia Científica. Ele também deixou claro qual é a principal linha de investigação: que os quatro homens foram assassinados naquela propriedade. Não é uma hipótese remota ou secundária — é o foco principal dos trabalhos policiais. Semanas antes dessa descoberta mais recente, outros projéteis já haviam sido localizados no mesmo local, sugerindo que a propriedade pode ter sido palco de violência.
No mesmo domingo em que os projéteis foram encontrados, equipes da Polícia Civil, Polícia Militar Ambiental e Corpo de Bombeiros realizaram buscas intensas pela região de mata da propriedade procurando pelos corpos. Não encontraram nada. As buscas continuam, mas até agora as vítimas permanecem desaparecidas.
Dois dias antes, na sexta-feira anterior, a Polícia Militar Ambiental havia feito uma descoberta crucial: o carro usado pelos desaparecidos estava enterrado dentro de um bunker em uma área rural de Icaraíma. Era uma picape branca, e seu estado contava uma história de violência. O veículo apresentava marcas de tiro e vestígios de sangue. A operação para remover o carro do bunker foi longa e complexa, durando horas e se estendendo até a madrugada do sábado.
O que emerge desses achados é um cenário de crime planejado e ocultação de evidências. O carro enterrado em um bunker não é um acidente — é uma tentativa deliberada de desaparecer com provas. Os projéteis espalhados pela propriedade, as marcas de tiro no veículo, o sangue: tudo aponta para um confronto fatal que ocorreu naquele local. A investigação agora depende de análises forenses dos projéteis e da continuação das buscas pelos corpos, que permanece como o objetivo mais urgente da polícia.
Notable Quotes
Uma das linhas de investigação é de que Alencar e os paulistas tenham sido assassinados na propriedade— Delegado Thiago Andrade
Os projéteis estão sendo periciados pela Polícia Científica— Delegado Thiago Andrade
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que a propriedade em Icaraíma é tão central nessa investigação?
Porque Alencar Gonçalves de Souza, o homem que contratou os três paulistas, tem ligação com o lugar. Quando quatro pessoas desaparecem juntas e o carro delas aparece enterrado em um bunker naquela propriedade, e agora projéteis são encontrados lá, a conexão fica muito clara.
O carro enterrado em um bunker — isso sugere planejamento?
Absolutamente. Você não enterra um veículo por acaso. Alguém sabia que precisava desaparecer com aquele carro, com as marcas de tiro, com o sangue. É ocultação de evidência deliberada.
E os projéteis encontrados semanas antes — o que muda quando encontram mais?
Muda o padrão. Não é um incidente isolado. Múltiplos projéteis em diferentes momentos sugerem que aquela propriedade foi usada para algo violento, talvez mais de uma vez.
Os corpos ainda não foram encontrados. Como isso afeta a investigação?
É o grande vazio agora. Você tem o carro, tem os projéteis, tem sangue — mas sem os corpos, a acusação fica mais frágil. A polícia precisa deles para confirmar as mortes e estabelecer as causas.
Qual é o cenário que os investigadores parecem estar construindo?
Que os quatro homens foram para aquela propriedade, algo deu errado — talvez uma negociação sobre a dívida de R$ 255 mil — e houve um confronto armado. Depois, alguém se empenhou em esconder o que aconteceu: enterrou o carro, dispersou os projéteis, tentou desaparecer com os corpos.