Em um momento em que a confiança nas instituições públicas é um bem cada vez mais frágil, a Polícia Militar do Espírito Santo revelou ter divulgado fotografias de apreensões modificadas ou integralmente geradas por inteligência artificial. O episódio não é apenas uma falha técnica ou burocrática — é uma ruptura simbólica entre o Estado e a sociedade, pois as imagens policiais carregam o peso implícito da verdade documental. Quando esse pacto silencioso é quebrado, a pergunta que emerge não é apenas sobre as fotos em questão, mas sobre a natureza de toda evidência visual que uma instituição de