Em Liverpool, à margem do congresso do Partido Trabalhista, cerca de 250 pessoas reuniram-se para contestar a ilegalização da Palestine Action — e a polícia respondeu com detenções, incluindo a de uma advogada de direitos humanos com 94 anos. O episódio coloca em evidência uma tensão antiga e sempre renovada entre a segurança do Estado e o direito de dissentir em voz alta. Enquanto os tribunais ainda não chegaram a acordo sobre a legalidade da própria proibição, são os cidadãos que pagam o preço da incerteza jurídica com a sua liberdade.
Polícia detém manifestantes pró-Palestina em protesto durante congresso trabalhista
Um ataque vergonhoso à liberdade de expressão
Porque é que uma advogada de 94 anos foi detida por segurar um cartaz?
Porque o cartaz dizia "Apoio à Palestine Action", uma organização que o governo britânico tornou ilegal em 2025. Sob a Lei do Terrorismo, qualquer demonstração pública de apoio é crime.
Mas o Tribunal Superior já disse que a proibição era ilegal. Então porque é que as detenções continuam?
Porque a decisão do Tribunal Superior não é final. Aguarda-se a decisão do Tribunal de Recurso, que tem a palavra final. Enquanto isso, a lei continua em vigor.
E o governo atual está a tentar manter a proibição?
O protesto de hoje era exatamente para pressionar o primeiro-ministro Andy Burnham a revogar a medida. O porta-voz do grupo Defend Our Juries disse que a continuação era "ilógica, insustentável e imoral".
Quantas pessoas foram detidas exatamente?
A fonte não especifica o número exato de detenções. Sabemos que cerca de 250 pessoas se manifestaram, mas não temos o número preciso de quem foi detido.
E a Amnistia Internacional o que diz?
Que as detenções são um ataque à liberdade de expressão e que o governo deveria reformar a legislação para permitir que as pessoas se manifestem sobre questões importantes.
Isto é uma questão de segurança nacional ou de direitos civis?
Essa é exatamente a questão em disputa. O governo diz que é segurança; os manifestantes e as organizações de direitos humanos dizem que é liberdade de expressão.
El Pulso
- A polícia britânica deteve manifestantes que simplesmente seguravam cartazes de apoio à Palestine Action, organização declarada terrorista pelo governo em julho de 2025.
- Entre os detidos estava Margaret Owen, advogada de direitos humanos com 94 anos, numa imagem que chocou organizações internacionais e amplificou a indignação pública.
- A Amnistia Internacional classificou as detenções como 'um ataque vergonhoso à liberdade de expressão', exigindo reforma urgente da legislação britânica.
- O Tribunal Superior já considerou a proibição ilegal, mas a decisão definitiva cabe ao Tribunal de Recurso — deixando manifestantes numa zona cinzenta legal perigosa.
- O grupo organizador, Defend Our Juries, declarou que centenas de pessoas estão dispostas a ser detidas, sinalizando uma escalada deliberada de desobediência civil.
Em Liverpool, à margem do congresso do Partido Trabalhista, cerca de 250 pessoas reuniram-se para contestar a ilegalização da Palestine Action — e a polícia respondeu com detenções, incluindo a de uma advogada de direitos humanos com 94 anos. O episódio coloca em evidência uma tensão antiga e sempre renovada entre a segurança do Estado e o direito de dissentir em voz alta. Enquanto os tribunais ainda não chegaram a acordo sobre a legalidade da própria proibição, são os cidadãos que pagam o preço da incerteza jurídica com a sua liberdade.
Durante o congresso anual do Partido Trabalhista em Liverpool, um protesto de cerca de 250 pessoas transformou-se em operação policial quando os participantes exibiram cartazes de apoio à Palestine Action — organização que o governo britânico classificou como terrorista em julho de 2025. O grupo organizador, Defend Our Juries, exigia a revogação da proibição, descrevendo-a como 'ilógica, insustentável e imoral'.
A detenção que mais ecos gerou foi a de Margaret Owen, advogada de direitos humanos com 94 anos, presa por segurar um cartaz. A Amnistia Internacional reagiu de imediato, com a sua diretora executiva no Reino Unido a classificar o sucedido como um ataque à liberdade de expressão e a apelar a reformas legislativas que garantam o direito de reunião e manifestação.
A questão jurídica permanece em suspenso: o Tribunal Superior já declarou a proibição ilegal, mas a palavra final pertence ao Tribunal de Recurso. Enquanto essa decisão não chega, a Lei do Terrorismo britânica continua a ser usada para criminalizar qualquer demonstração pública de apoio ao grupo ativista — e as detenções sucedem-se em manifestações por todo o país. O desfecho do recurso poderá redefinir os limites das leis antiterrorismo e o espaço legal para a dissidência cívica no Reino Unido.
Em Liverpool, no norte de Inglaterra, a polícia britânica deteve vários manifestantes durante um protesto realizado em frente ao congresso anual do Partido Trabalhista. O que começou como uma reunião de cerca de 250 pessoas no centro da cidade transformou-se numa operação de segurança quando os participantes exibiram cartazes de apoio à Palestine Action, uma organização que o governo britânico declarou ilegal e classificou como terrorista em julho de 2025.
O protesto foi organizado pelo grupo Defend Our Juries, que exigia ao primeiro-ministro Andy Burnham a revogação da proibição sobre a Palestine Action. O porta-voz do grupo argumentou que a continuação da ilegalização era "ilógica, insustentável e imoral", sustentando que centenas de pessoas estavam dispostas a ser detidas para pressionar o governo a reconhecer o que descreveu como cumplicidade britânica nos crimes cometidos por Israel em Gaza. A medida de ilegalização tinha sido implementada sob o mandato anterior de Keir Starmer, mas o protesto de hoje dirigia-se à administração atual.
Entre os detidos estava Margaret Owen, uma advogada de direitos humanos com 94 anos, conhecida pelos seus trabalhos na defesa de direitos fundamentais. A sua detenção, juntamente com a de outras pessoas que simplesmente seguravam cartazes, gerou críticas imediatas de organizações internacionais. A Amnistia Internacional emitiu uma declaração contundente, com a sua diretora executiva no Reino Unido, Kerry Moscogiuri, descrevendo as detenções como "um ataque vergonhoso à liberdade de expressão", e instando o governo a reformar a legislação para permitir que as comunidades se reunissem e manifestassem sobre questões que considerassem importantes.
A situação jurídica em torno da ilegalização permanece em aberto. Em fevereiro passado, o Tribunal Superior de Inglaterra e de Gales decidiu que a proibição promovida pelo governo trabalhista era ilegal, dando provisoriamente razão ao grupo pró-Palestina. No entanto, essa decisão não é final — aguarda-se ainda a decisão do Tribunal de Recurso, que terá a palavra final sobre a validade da medida governamental. Enquanto isso, as detenções em massa continuam a ocorrer em várias manifestações no país, com base na Lei do Terrorismo britânica, que torna crime qualquer demonstração pública de apoio ao grupo ativista.
O protesto de Liverpool reflete uma tensão crescente entre a aplicação da lei de segurança do Estado e o direito fundamental à liberdade de expressão e de reunião. Os manifestantes e os seus apoiantes argumentam que a ilegalização viola direitos civis básicos, enquanto o governo mantém que a medida é necessária para proteger a segurança nacional. A decisão final do Tribunal de Recurso poderá determinar se a proibição se mantém ou se é revogada, com implicações significativas para futuras manifestações e para a interpretação das leis antiterrorismo no Reino Unido.
Citas Notables
Continuar a farsa da proibição da Palestine Action é ilógico, insustentável e imoral— Porta-voz do grupo Defend Our Juries
As detenções de avós, adolescentes e outras pessoas por segurarem cartazes em frente ao congresso do Partido Trabalhista são um ataque vergonhoso à liberdade de expressão— Kerry Moscogiuri, diretora executiva da Amnistia Internacional no Reino Unido