Em Belém, uma criança de dois anos chegou em casa com ferimentos graves no rosto após um dia na creche — e o que deveria ser um lugar de cuidado tornou-se o centro de uma investigação policial. Entre a versão institucional de uma mordida acidental e a dor concreta de um pai que vê o filho chorar diante do espelho, abre-se uma das perguntas mais antigas da vida em sociedade: a quem confiamos os mais vulneráveis, e o que exigimos em troca dessa confiança?
Polícia Civil investiga agressão a criança de 2 anos em creche de Belém
O rosto dele não vai voltar da mesma forma
Por que esse caso importa além da situação específica dessa criança?
Porque toca em algo que preocupa qualquer pai ou mãe: a segurança e supervisão em ambientes onde deixamos nossos filhos pequenos. Uma criança de dois anos não pode se defender.
Mas precisamos ser claros sobre o que sabemos. A creche diz que foi uma mordida de outra criança. Isso é o relato deles. Não sabemos ainda se há câmeras que confirmem ou desmentem essa versão.
Verdade. E é por isso que a polícia pediu as imagens. O que é inegável é que a criança sofreu ferimentos graves o suficiente para precisar de pronto-socorro.
E quanto ao apoio que a família diz não ter recebido?
O pai relata que a creche não ofereceu suporte adequado. A criança agora tem dificuldade para se alimentar e sofre psicologicamente. Isso é documentado pelo relato do pai.
Documentado pelo relato do pai, sim. A creche diz que está prestando assistência. Essas duas versões estão em conflito, e a investigação precisa determinar qual é a realidade.
O que a polícia está buscando especificamente?
As câmeras de segurança são cruciais. Elas podem mostrar se havia supervisão adequada, se realmente foi uma mordida de outra criança, ou se algo diferente aconteceu.
E os depoimentos dos funcionários também importam. Quantas crianças estavam sob supervisão? Qual era o protocolo? Essas são perguntas que ainda não foram respondidas.
El Pulso
- Uma criança de dois anos retornou da creche com ferimentos graves no rosto que dificultam sua alimentação e a fazem chorar ao se ver no espelho.
- A instituição descreveu o episódio ao pai como um 'pequeno acidente', atribuindo os ferimentos a uma mordida de outro aluno durante distração dos funcionários — versão que a família contesta com indignação.
- A Polícia Civil abriu investigação formal, solicitou imagens das câmeras de segurança e convocará funcionários para depor, buscando reconstruir o que realmente aconteceu no dormitório.
- O pai, Wendel Brandão, declarou publicamente que não aceitará a situação passivamente e que a família buscará todos os seus direitos legais.
- A creche afirma estar prestando assistência à família, mas o relato do pai aponta para um sentimento de abandono e falta de responsabilização por parte da instituição.
Em Belém, uma criança de dois anos chegou em casa com ferimentos graves no rosto após um dia na creche — e o que deveria ser um lugar de cuidado tornou-se o centro de uma investigação policial. Entre a versão institucional de uma mordida acidental e a dor concreta de um pai que vê o filho chorar diante do espelho, abre-se uma das perguntas mais antigas da vida em sociedade: a quem confiamos os mais vulneráveis, e o que exigimos em troca dessa confiança?
A Polícia Civil de Belém investiga uma agressão contra um menino de dois anos ocorrida em uma creche particular no bairro do Marco. O pai, Wendel Brandão, recebeu um telefonema da instituição descrevendo o ocorrido como um "pequeno acidente" — mas ao buscar o filho, encontrou ferimentos graves no rosto e o levou imediatamente a um pronto-socorro.
A creche sustenta que a criança foi mordida por outro aluno na sala do dormitório durante um momento em que os funcionários não estavam atentos. Brandão, porém, vai além da explicação: relata que o filho tem dificuldade para beber na mamadeira e chora toda vez que se vê no espelho. "Meu filho não merece isso. O rosto dele não vai voltar da mesma forma", disse o pai à TV Liberal.
A família sente-se desamparada e cobra responsabilidade direta da instituição. "Precisamos saber o que aconteceu de fato. Cadê a responsabilidade da creche?", questionou Brandão, deixando claro que buscará todos os direitos legais disponíveis.
A investigação policial avança com a solicitação das imagens das câmeras de segurança e a previsão de oitiva de funcionários e professores. A direção da creche afirma estar assistindo à família — afirmação que contrasta com a percepção de abandono descrita pelo pai.
A Polícia Civil de Belém abriu investigação sobre uma agressão contra uma criança de dois anos ocorrida em uma creche particular no bairro do Marco. O caso começou com um telefonema que o pai recebeu da instituição descrevendo o ocorrido como um "pequeno acidente" enquanto o menino dormia.
Segundo a versão apresentada pela creche, a criança foi mordida por outro aluno na sala do dormitório durante um breve período em que os funcionários responsáveis não estavam atentos. O pai, Wendel Brandão, levou o filho a um pronto-socorro após constatar ferimentos graves no rosto.
Os danos físicos e emocionais deixados no menino vão além das marcas visíveis. Brandão relatou à TV Liberal que o filho apresenta dificuldade para beber na mamadeira e chora sempre que se vê no espelho. A família sente-se desamparada pela creche, que não ofereceu o suporte esperado após o incidente.
O pai questiona abertamente a responsabilidade da instituição. "Precisamos saber o que aconteceu de fato. Cadê a responsabilidade da creche?", perguntou Brandão. Ele deixou claro que a família não aceitará a situação passivamente: "Vamos atrás de todos os nossos direitos. Meu filho não merece isso. O rosto dele não vai voltar da mesma forma".
A investigação policial segue seu curso. Os agentes solicitaram as imagens registradas pelas câmeras de segurança da creche e pretendem ouvir depoimentos de funcionários e professores para esclarecer exatamente o que ocorreu naquele dormitório. A direção da instituição informou que está prestando assistência à família, embora essa afirmação contraste com a percepção de abandono relatada por Brandão.
Citas Notables
Precisamos saber o que aconteceu de fato. Cadê a responsabilidade da creche? Vamos atrás de todos os nossos direitos.— Wendel Brandão, pai da criança, à TV Liberal