Na tarde de uma quinta-feira comum em Viena, dois homens atravessaram as portas de um museu como qualquer visitante — com ingressos comprados, olhos atentos e um martelo escondido. O que levaram consigo não era apenas platina e diamantes, mas um fragmento de história real egípcia e iraniana que sobreviveu a guerras, leilões e décadas de silêncio em vitrines. O roubo do colar da rainha Nazli no Museu de Artes Aplicadas se insere numa sequência crescente de furtos a instituições culturais europeias, levantando questões antigas sobre o que significa proteger a memória coletiva num mundo onde ela