Em São Paulo, o que deveria ser uma política pública de inclusão digital nas periferias revelou-se, segundo investigadores, um instrumento de conveniência eleitoral. O Instituto Conhecer Brasil, contratado pela prefeitura por R$ 108 milhões anuais para instalar pontos de wi-fi, teria acelerado artificialmente seu trabalho durante a campanha de reeleição do prefeito Ricardo Nunes em 2024 — e recebido R$ 26 milhões a mais do que os serviços prestados justificariam. O caso, agora sob a lupa do STF e da Polícia Federal, levanta questões antigas sobre a fronteira entre gestão pública e interesse po