No fundo do Mar Adriático, um navio romano de 21 metros guarda, em seu próprio casco, uma memória botânica de mais de dois milênios. Grãos de pólen microscópicos preservados no revestimento impermeabilizante do Ilovik-Paržine 1 — naufragado no século 2 a.C. e redescoberto em 2016 — permitiram a cientistas franceses e croatas reconstruir onde a embarcação foi construída, mantida e reparada ao longo de sua vida. É um lembrete de que a história não se esconde apenas em inscrições e monumentos, mas também nos resíduos silenciosos dos trabalhos cotidianos que sustentaram civilizações inteiras sobre