O acordo entre Washington e o governo interino venezuelano, que garante aos Estados Unidos vinte por cento do petróleo do país ao custo de extração, não é apenas uma transação comercial — é a formalização de um modelo de coerção que ecoa práticas imperiais do século passado. A estratégia combinou designação de líderes como terroristas, bloqueio naval e captura de Maduro para construir uma narrativa de segurança que encobre a apropriação de recursos. O que preocupa analistas não é apenas o que aconteceu na Venezuela, mas a portabilidade desse modelo para outros países da América Latina onde int