Em meio à derrota presidencial, Jair Bolsonaro viu seu partido, o PL, conquistar algo que as urnas presidenciais não lhe concederam: a maior bancada do Senado Federal. Com oito novos senadores eleitos no domingo de 2 de outubro, o partido chegou a 14 cadeiras, superando todas as demais legendas e garantindo ao bolsonarismo uma presença legislativa duradoura, independentemente do destino do segundo turno. A história registra, assim, que o poder raramente se concentra num único resultado — ele se distribui, se fragmenta e encontra novos abrigos.
PL elege oito senadores e conquista maior bancada do Senado em 2023
O PL conquistou a maior bancada do Senado apesar da derrota presidencial
Como é possível Bolsonaro perder a eleição presidencial e seu partido ficar com a maior bancada do Senado?
Porque as eleições presidencial e legislativa funcionam de forma completamente separada. Os eleitores votaram em Lula para presidente, mas em candidatos do PL para o Senado em seus respectivos estados. O partido conseguiu montar uma estratégia forte em várias regiões.
Mas precisamos ser claros: essa é a situação neste momento. A liderança do PL depende de União Brasil e PP não se fundirem. Se isso acontecer, o PL perde a posição.
Exatamente. É uma vantagem condicional, não garantida.
Qual é o significado prático de ter a maior bancada no Senado?
Significa que o PL terá mais poder para pautar debates, bloquear ou aprovar projetos de lei, e negociar com outros partidos. É uma moeda de troca importante.
Mas com 14 senadores em um total de 81, o PL ainda precisa de alianças para qualquer coisa. Não é domínio absoluto.
E o PT, partido do Lula que venceu a presidência?
Ficou em quinto lugar, com apenas nove senadores. Cresceu de sete para nove, mas bem menos que o PL. É uma desvantagem legislativa clara para o governo que vai começar.
Le Pouls
- Bolsonaro perdeu a disputa presidencial para Lula, mas seu partido emergiu das urnas como a maior força do Senado, criando uma tensão entre derrota e vitória dentro de uma mesma noite eleitoral.
- Oito novos senadores do PL foram eleitos em estados espalhados pelo país, de São Paulo ao Espírito Santo, consolidando uma bancada de 14 cadeiras que nenhum outro partido conseguiu igualar.
- O PT de Lula, apesar da vitória presidencial, cresceu modestamente no Senado — de sete para nove senadores —, sinalizando que governar exigirá negociação constante com uma oposição legislativa robusta.
- A liderança do PL no Senado pende sobre uma incerteza: a fusão anunciada entre União Brasil e PP poderia criar um bloco de 16 senadores, desbancando o partido de Bolsonaro antes mesmo de a nova legislatura começar.
Em meio à derrota presidencial, Jair Bolsonaro viu seu partido, o PL, conquistar algo que as urnas presidenciais não lhe concederam: a maior bancada do Senado Federal. Com oito novos senadores eleitos no domingo de 2 de outubro, o partido chegou a 14 cadeiras, superando todas as demais legendas e garantindo ao bolsonarismo uma presença legislativa duradoura, independentemente do destino do segundo turno. A história registra, assim, que o poder raramente se concentra num único resultado — ele se distribui, se fragmenta e encontra novos abrigos.
Jair Bolsonaro saiu derrotado da corrida presidencial no domingo, 2 de outubro, mas seu partido encontrou nas urnas legislativas uma vitória que a disputa pelo Palácio do Planalto não lhe ofereceu. O PL elegeu oito novos senadores naquele fim de semana, ampliando sua bancada para 14 cadeiras e tornando-se a maior força do Senado Federal — um consolo real, e politicamente significativo.
Entre os eleitos estavam nomes como Magno Malta, no Espírito Santo, Rogério Marinho, no Rio Grande do Norte, e Marcos Pontes, em São Paulo. Eles se somaram aos seis senadores que o PL já mantinha na casa, entre eles Flávio Bolsonaro e Marcos Rogério, formando um bloco com capacidade de influenciar a agenda legislativa dos próximos anos, independentemente do resultado do segundo turno presidencial.
O cenário que emergiu daquele domingo revelava um Senado fragmentado. O PSD ficou em segundo lugar com 12 senadores, enquanto União Brasil e MDB empataram com 10 cada um. O PT, partido do presidente eleito Lula, cresceu de sete para nove senadores — avanço modesto diante da expansão do PL. Nenhum partido teria domínio absoluto, mas o bolsonarismo começaria a nova legislatura com vantagem clara.
Havia, porém, uma ressalva. A liderança do PL dependia de uma decisão ainda pendente: a fusão anunciada entre União Brasil e PP, que, se concretizada, criaria um partido com 16 senadores, ultrapassando o PL. A ameaça era real, mas incerta. Por ora, Bolsonaro podia reivindicar o controle da maior bancada do Senado — um resultado que, mesmo na derrota presidencial, preservava ao seu campo político voz e influência nos anos que viriam.
Jair Bolsonaro saiu derrotado da disputa presidencial no domingo, 2 de outubro, mas seu partido conquistou algo que a campanha presidencial não lhe deu: o controle do Senado. O PL elegeu oito novos senadores naquele fim de semana, ampliando sua bancada para 14 cadeiras — a maior da casa legislativa. Era um consolo real em meio à derrota, e o presidente tinha razão em vê-lo como tal.
Os oito eleitos foram Magno Malta (Espírito Santo), Wilder Morais (Goiás), Wellington Fagundes (reeleito em Mato Grosso), Romário (reeleito no Rio de Janeiro), Rogério Marinho (Rio Grande do Norte), Jaime Bagattoli (Rondônia), Jorge Seif (Santa Catarina) e Marcos Pontes (São Paulo). Eles se juntaram aos seis senadores que o PL já tinha na bancada: Carlos Portinho e Flávio Bolsonaro (ambos do Rio de Janeiro), Carlos Viana (Minas Gerais), Jorginho Mello (Santa Catarina), Marcos Rogério (Rondônia) e Zequinha Marinho (Pará). O resultado colocava o PL em posição de força para os próximos anos, independentemente do resultado do segundo turno presidencial.
O cenário legislativo que emergiu daquele domingo refletia a fragmentação do Senado brasileiro. O PSD ficou em segundo lugar com 12 senadores. União Brasil e MDB empataram com 10 cada um. O PT, partido de Lula, conquistou a quinta maior bancada, passando de sete para nove senadores — um crescimento modesto comparado ao avanço do PL. Essa distribuição de poder significava que nenhum partido teria domínio absoluto, mas o PL começaria a legislatura com vantagem clara.
Havia, porém, uma ressalva importante. O PL manteria sua liderança apenas se União Brasil e PP não concretizassem a fusão que haviam anunciado no sábado anterior. Caso os dois partidos se unissem, o novo partido resultante teria 16 senadores, ultrapassando o PL. A ameaça era real, mas ainda dependia de uma decisão que estava por vir. Por enquanto, Bolsonaro podia reivindicar a maior bancada do Senado — um resultado que, mesmo na derrota presidencial, oferecia ao seu governo saída e influência legislativa para os próximos anos.
Citations marquantes
Apesar de ter ficado atrás de Lula na corrida presidencial, Bolsonaro teve motivos para comemorar após a eleição— Contexto da reportagem