Quando as instituições do Estado fornecem dados incorretos umas às outras, o erro não fica confinado aos gabinetes — propaga-se até ao Parlamento e alimenta controvérsias que minam a confiança pública. Foi o que aconteceu com a Polícia Judiciária, que esta semana reconheceu ter transmitido ao Ministério da Justiça informações erradas sobre o orçamento de 144 mil euros destinado à destruição de químicos da Operação Pacoba: o valor cobria centenas de bidões apreendidos ao longo de toda a investigação, e não apenas os 62 do atrelado que esteve nas instalações da Construbarcelos. O equívoco, já us