No espaço entre a vida e a morte, a trinta mil pés de altitude, um piloto ferido escolheu agir em vez de ceder. O capitão Smit Machchhar, da Flydubai, foi esfaqueado pelo próprio copiloto durante um voo de Dubai a Tel Aviv na manhã de quarta-feira, enquanto a aeronave despencava descontroladamente com 150 pessoas a bordo. Caído e sangrando, reuniu forças para abrir a porta da cabine — um gesto que permitiu aos passageiros dominar o agressor e ao avião pousar em segurança em Tabuk, na Arábia Saudita. É uma dessas histórias em que a fragilidade humana e a determinação humana se encontram no mesm
Piloto indiano descreve luta pela vida em ataque a facadas: 'Não deixaria os outros morrerem'
Estava lutando pela minha própria vida, mas sabia que não deixaria os outros morrerem
Como um piloto ferido consegue abrir uma porta da cabine enquanto está sendo atacado?
Machchhar disse que estava no chão, sangrando, mas percebeu que o avião estava caindo rapidamente. Reuniu forças para fazer um último esforço. Não era sobre heroísmo — era sobre perceber que se não fizesse algo, todos morreriam.
Mas a gente não sabe exatamente quanto tempo levou, certo? Nem quantas facadas ele levou, nem se ele estava consciente o tempo todo. Os relatos falam que passageiros também entraram e ajudaram. Quanto do controle foi dele e quanto foi deles?
Verdade. O que sabemos é que ele abriu a porta, passageiros entraram, dominaram o copiloto, e o avião pousou com segurança. O resto é interpretação.
E o copiloto — por que ele fez isso? Há alguma motivação conhecida?
A reportagem não menciona. Só que ele esfaqueou Machchhar e aparentemente tentou derrubar o avião. Netanyahu confirmou que foi um ataque deliberado.
Então temos um ataque, temos um piloto ferido que abriu uma porta, temos passageiros que ajudaram. Mas não temos o porquê. E não sabemos se Machchhar estava realmente em controle ou se apenas fez o que pôde fazer.
Exato. O que temos é o resultado: 150 pessoas pousaram com segurança. E um homem que, mesmo ferido, não desistiu.
Ele vai voltar a pilotar?
Ele disse que está confiante na recuperação, que vai voltar a ficar em forma e saudável. Mas a reportagem não diz se ele vai voltar aos céus.
Recuperação estável não é a mesma coisa que pronto para trabalhar. Ele foi esfaqueado. Pode levar meses, ou mais.
Le Pouls
- O copiloto esfaqueou o capitão e tentou derrubar o avião, fazendo a aeronave perder mais de cinco mil metros de altitude em menos de dois minutos com 150 vidas a bordo.
- Dois códigos de emergência foram transmitidos em sequência — primeiro o 7700, depois o 7500, sinalizando sequestro — enquanto o avião sobrevoava a Arábia Saudita em queda acelerada.
- Ferido e ainda sendo agredido no chão da cabine, Machchhar conseguiu abrir a porta de dentro, abrindo caminho para que passageiros e tripulantes invadissem o cockpit.
- Um passageiro israelense e um membro da tripulação contiveram o copiloto juntos, encerrando a ameaça e permitindo o desvio do voo para Tabuk, onde o avião pousou em segurança às 9h58.
- Machchhar foi hospitalizado e transferido para Abu Dhabi, onde se recupera em estado estável, recebendo elogios de líderes como Modi e Netanyahu, enquanto o mundo toma conhecimento de sua ação.
No espaço entre a vida e a morte, a trinta mil pés de altitude, um piloto ferido escolheu agir em vez de ceder. O capitão Smit Machchhar, da Flydubai, foi esfaqueado pelo próprio copiloto durante um voo de Dubai a Tel Aviv na manhã de quarta-feira, enquanto a aeronave despencava descontroladamente com 150 pessoas a bordo. Caído e sangrando, reuniu forças para abrir a porta da cabine — um gesto que permitiu aos passageiros dominar o agressor e ao avião pousar em segurança em Tabuk, na Arábia Saudita. É uma dessas histórias em que a fragilidade humana e a determinação humana se encontram no mesmo instante decisivo.
O capitão Smit Machchhar estava caído no chão da cabine de comando, sangrando, quando percebeu que o avião começava a cair. O voo FZ1073 da Flydubai havia partido de Dubai rumo a Tel Aviv com cerca de 150 pessoas a bordo e, em questão de minutos, transformou-se em emergência: o copiloto havia esfaqueado o capitão e agora tentava derrubar a aeronave. A queda foi vertiginosa — mais de cinco mil metros perdidos em menos de dois minutos.
Com 17 anos de experiência, Machchhar sabia exatamente o que estava acontecendo. Mesmo ferido e continuando a ser agredido, reuniu forças para uma última ação: abriu a porta da cabine de dentro. Passageiros e tripulantes entraram. Um passageiro israelense e um membro da tripulação conseguiram conter o copiloto. O avião, que já havia transmitido os códigos de emergência 7700 e 7500, foi desviado para Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde pousou com segurança às 9h58. Ninguém morreu.
Machchhar foi transferido por via aérea para Abu Dhabi, onde se recupera em estado estável. Em conversa por vídeo com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, descreveu o momento com serenidade — não como heroísmo, mas como uma decisão tomada no único instante em que ainda era possível tomá-la. Modi elogiou sua coragem e rapidez. Netanyahu o chamou de verdadeiro herói. O próprio capitão, porém, parecia mais focado na recuperação do que nos elogios — em voltar a ficar inteiro, e um dia voltar a voar.
O capitão Smit Machchhar estava deitado no chão da cabine de comando, sangrando, quando percebeu que o avião começava a cair. Havia pouco tempo para pensar. O voo FZ1073 da Flydubai, que saíra de Dubai rumo a Tel Aviv na manhã de quarta-feira com cerca de 150 pessoas a bordo, estava em queda livre — mais de cinco mil metros perdidos em menos de dois minutos. Seu copiloto o havia esfaqueado e agora tentava derrubar a aeronave. Machchhar, piloto há 17 anos, conhecia seu avião bem o suficiente para saber que estava morrendo. Mas também sabia que outras pessoas morriam com ele.
Em uma conversa por vídeo com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi dias depois, Machchhar descreveu o momento com clareza: estava ferido, caído, continuava sendo agredido, mas reuniu forças para fazer uma última tentativa. Conseguiu abrir a porta da cabine de dentro. Passageiros e membros da tripulação entraram. Alguns ajudaram a dominar o agressor. O avião, que havia começado seu voo às 7h05 do horário local em Dubai, já havia transmitido dois códigos de emergência — primeiro o 7700, depois o 7500, que sinaliza sequestro. Quando Machchhar abriu aquela porta, o avião estava sobre a Arábia Saudita, perdendo altitude rapidamente.
O que aconteceu nos minutos seguintes foi uma luta pela vida que envolveu passageiros, tripulantes e um piloto ferido que recusava-se a render. Um passageiro israelense relatou posteriormente que o avião havia entrado em parafuso e começado a descer descontroladamente antes que ele e um membro da tripulação conseguissem invadir a cabine. Juntos, conseguiram conter o copiloto. O avião foi desviado para Tabuk, uma cidade no noroeste da Arábia Saudita, onde pousou com segurança às 9h58. Ninguém morreu.
Machchhar foi levado ao hospital e depois transferido por via aérea para Abu Dhabi, onde seu estado foi descrito como estável. Mas o que o capitão disse sobre sua própria recuperação revelava algo sobre como ele entendia o que havia acontecido. Não via seus ferimentos apenas como ferimentos, explicou. Via como uma jornada que levaria tempo, mas da qual sairia inteiro. Estava confiante. Havia 17 anos pilotando aviões, e sabia reconhecer o que estava acontecendo mesmo de olhos fechados — inclusive, aparentemente, quando estava caído no chão, sangrando, e precisava decidir se deixaria os outros morrerem.
O primeiro-ministro Modi elogiou sua coragem, paciência e rapidez nas decisões. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, chamou-o de verdadeiro herói. O embaixador da Índia nos Emirados Árabes Unidos, Deepak Mittal, disse estar orgulhoso da bravura de Machchhar. Mas o próprio capitão parecia menos interessado em heroísmo do que em recuperação — em voltar a ficar em forma, em retomar sua vida. A embaixada havia informado que ele estava se recuperando satisfatoriamente. O voo que quase terminou em tragédia havia terminado em pouso seguro, e o homem que abriu a porta estava vivo para contar a história.
Citations marquantes
Estava caído no chão, ferido, mas disse a mim mesmo que faria um último esforço para abrir a porta por dentro— Capitão Smit Machchhar, em conversa com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi
Sua coragem, paciência e rapidez na tomada de decisões salvaram a vida de muitas pessoas— Primeiro-ministro indiano Narendra Modi