No coração de uma das maiores fraudes financeiras investigadas no Brasil, a Polícia Federal revelou que o Banco Master não precisou de tecnologia sofisticada para enganar o sistema — bastaram Word, PDFs e dados reais de clientes para fabricar uma realidade paralela de R$ 7,15 bilhões em operações de crédito que jamais existiram. É um lembrete perturbador de que a falsificação em escala industrial pode nascer das ferramentas mais cotidianas, quando colocadas a serviço da má-fé institucional. A investigação expõe não apenas um crime, mas a vulnerabilidade dos mecanismos de confiança que sustenta