No coração de uma das mais altas cortes do país, dados de um celular lacrado tornaram-se moeda de tensão institucional. A entrega, pela Polícia Federal, do conteúdo do aparelho de Daniel Vorcaro a cinco ministros do STF — antes mesmo de qualquer perícia formal — revela menos um ato de transparência do que um movimento em um tabuleiro onde o poder judiciário negocia seus próprios limites. O momento escolhido, às vésperas de uma sessão sobre as relações entre um ministro e o ex-banqueiro, sugere que a crise no Supremo não é apenas jurídica, mas profundamente humana.