Pelo Estreito de Ormuz — gargalo histórico do comércio energético mundial — o petróleo volta a fluir em volumes que se aproximam dos tempos anteriores à guerra. O secretário de Energia americano Chris Wright apresenta esse retorno como sinal de que o Irão perde a capacidade de usar o estreito como arma geopolítica. Mas entre os números oficiais e a realidade dos petroleiros que navegam às escuras ao longo da costa de Omã, persiste a tensão que mantém o barril acima dos 90 dólares — lembrando que recuperação não é o mesmo que paz.