Quando rotas marítimas se fecham e campos de batalha se expandem, o mercado de energia responde com uma linguagem que todos entendem: o preço. O barril de Brent encerrou a quinta-feira a US$ 107,63 — alta de 6,3% e o maior patamar desde maio —, impulsionado pela tomada houthi do porto de Moca, no Iêmen, que compromete uma rota alternativa para o petróleo saudita. Governos de Washington a Brasília agora enfrentam a equação clássica entre soberania fiscal e alívio imediato para o cidadão, enquanto o conflito no Oriente Médio mostra que a geopolítica e o cotidiano das bombas de gasolina nunca est