No ritmo antigo das grandes crises energéticas, o petróleo Brent ultrapassou US$ 107 nesta quarta-feira — seu patamar mais alto desde maio —, carregando consigo a sombra de um conflito entre Estados Unidos e Irã que não encontra horizonte de resolução. Com alta acumulada de 77% no ano, o barril deixou de ser apenas uma commodity e tornou-se o termômetro de uma ansiedade geopolítica que se propaga dos mercados financeiros até as prateleiras dos supermercados. A humanidade, mais uma vez, descobre que a paz tem preço — e que sua ausência também.