Petrobras, Bradesco e BB: analistas apontam destaques positivos e negativos no 2T26

Nem todo resultado ruim é uma sentença de morte para o investidor
Analistas apontam que quedas de ações após balanços podem criar oportunidades de compra em empresas com fundamentos sólidos.
Mark

Por que alguns bancos como Bradesco e Nubank devem se sair bem enquanto o Banco do Brasil enfrenta dificuldades?

Mimi

A história é diferente para cada um. O Bradesco tem margens financeiras em expansão e custos de risco sob controle. O Nubank cresce em receita de intermediação mais rápido que seus custos. Já o Banco do Brasil está preso em um problema no agro — os clientes não estão pagando no prazo, e isso força provisões maiores.

Mark

E por que a Petrobras sai ganhando com o imposto de 12% sobre exportações?

Mimi

Porque os preços do petróleo estão altos o suficiente para absorver esse custo. O imposto reduz o lucro, mas não o elimina. A execução operacional forte compensa.

Mark

A Natura está caindo por razões operacionais ou de mercado?

Mimi

Operacionais, principalmente. Atualizações de sistemas e mudanças nas políticas de canais estão desorganizando a receita no Brasil. Não é que o mercado não queira medicamentos — é que a empresa está em transição.

Mark

Então para um investidor, qual é a lição aqui?

Mimi

Nem todo resultado ruim é uma sentença. A Marcopolo, por exemplo, pode estar barata demais se o mercado reagir com pânico. O balanço dela é sólido. Às vezes a queda de curto prazo cria oportunidade de longo prazo.

Mark

E os setores que devem se destacar?

Mimi

Energia está em alta — Copel se beneficia dos preços altos de eletricidade. Telecomunicações também, com TIM crescendo em receita fixa e B2B. Varejo está mais fraco, mas farmácia defensiva como RD Saúde segue resiliente.

  • O mercado chega ao 2T26 com expectativas elevadas: analistas do Bradesco BBI projetam crescimento de 38% nos lucros em relação ao mesmo período do ano anterior, criando pressão para que as empresas entreguem à altura.
  • Petrobras e PRIO surfam preços sustentados do petróleo e execução operacional forte, enquanto Nubank projeta lucro de US$ 960 milhões — alta de 51% anual —, sinalizando que energia e fintechs lideram o ciclo positivo.
  • Do outro lado, Banco do Brasil sofre com provisões elevadas e inadimplência no agro, JBS enfrenta custos crescentes na carne bovina nos EUA, e Natura registra queda de cerca de 10% na receita no Brasil por mudanças operacionais internas.
  • Analistas do Itaú BBA já mapeiam pontos de entrada: WEG perto de R$ 40, Localiza negociada a múltiplos historicamente baixos e Marcopolo como candidata a recuperação caso o mercado exagere na punição.
  • A temporada promete volatilidade seletiva — quem errar as expectativas pode abrir janelas de compra, e quem superar deve consolidar posições de liderança setorial.

A cada trimestre, o mercado de capitais funciona como um espelho da economia real: reflete não apenas números, mas as apostas coletivas sobre o futuro. No segundo trimestre de 2026, analistas projetam um avanço de 38% nos lucros das empresas brasileiras, com Petrobras, Bradesco e Nubank entre os que devem colher os frutos de execução sólida e condições favoráveis — enquanto Banco do Brasil, JBS e Natura navegam contra ventos de custos, demanda e transições internas. O resultado dessa temporada de balanços não é apenas um retrato do passado recente, mas um mapa de onde o capital tende a fluir nos meses seguintes.

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 chega com expectativas robustas. Os analistas do Bradesco BBI projetam crescimento de 38% nos lucros das empresas em relação ao mesmo período do ano anterior, mas o desempenho será desigual: alguns papéis devem surpreender positivamente, enquanto outros enfrentarão pressões difíceis de contornar.

Entre os destaques positivos, o Bradesco deve registrar lucro líquido recorrente de R$ 6,966 bilhões, alta de 15% anual, com retorno sobre patrimônio de 16% e margem financeira em expansão. A Petrobras e a PRIO se beneficiam dos preços sustentados do petróleo e de uma operação eficiente, com ganhos que devem superar o impacto do imposto de 12% sobre exportações. O Nubank projeta lucro de US$ 960 milhões, crescimento de 51% anual, puxado pela recuperação da margem ajustada ao risco. A Multiplan também aparece entre os positivos, com receita líquida projetada em R$ 845,2 milhões e crescimento de 23,7%, beneficiada por expansões e créditos tributários não recorrentes.

No campo negativo, o Banco do Brasil enfrenta provisões elevadas e instabilidade no segmento do agro, com pontualidade de pagamentos em torno de 70%. A JBS sofre com custos crescentes na divisão de carne bovina nos EUA e recuperação lenta da Pilgrim's Pride. A Natura deve registrar queda de cerca de 10% na receita no Brasil, reflexo de atualizações de sistemas e mudanças nos canais de venda. A Marcopolo e o Grupo Mateus também devem ficar abaixo das expectativas, pressionados por mix desfavorável, inflação de custos e ambiente de consumo desafiador.

Para investidores atentos, analistas do Itaú BBA identificam oportunidades caso o mercado reaja de forma exagerada: WEG próxima a R$ 40 representaria múltiplo atrativo para 2027, a Localiza já negocia a níveis historicamente baixos, e uma eventual queda da Marcopolo poderia abrir ponto de entrada interessante. Energia, bancos e varejo merecem atenção especial nesta temporada de balanços.

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 chega carregada de expectativas. Os analistas do Bradesco BBI, liderados por Pedro Grimaldi, projetam um crescimento robusto: os lucros das empresas devem avançar 38% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mas nem todos os setores e papéis vão brilhar com a mesma intensidade. Enquanto algumas companhias devem entregar surpresas positivas, outras enfrentarão ventos contrários de custos, demanda fraca ou pressões regulatórias.

Entre os destaques que devem animar os investidores está o Bradesco. O Santander projeta lucro líquido recorrente de R$ 6,966 bilhões para o trimestre, uma alta de 15% na comparação anual e 2% frente ao trimestre anterior. O retorno sobre o patrimônio médio deve ficar em 16%, enquanto a margem financeira segue em trajetória de crescimento. Apesar da volatilidade nas taxas de juros, o banco não vê riscos relevantes para a receita de intermediação financeira, um ponto que vinha preocupando o mercado. A Petrobras e a PRIO também devem se destacar, beneficiadas pelos preços sustentados do petróleo e por uma execução operacional sólida. Esses ganhos devem mais do que compensar o impacto do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo. O Nubank, por sua vez, deve reportar lucro líquido de US$ 960 milhões, uma alta de 51% na comparação anual, impulsionada pela recuperação da margem de intermediação ajustada ao risco.

A Multiplan também entra na lista de positivos, com receita líquida projetada em R$ 845,2 milhões, crescimento de 23,7% anualmente. Esse desempenho reflete o repasse do IGP-DI, a expansão de shoppings como o MorumbiShopping e Parque Shopping Maceió, além do reconhecimento de R$ 253 milhões em créditos tributários não recorrentes de PIS/COFINS. A Frasle deve apresentar um trimestre forte, com rentabilidade melhorando de forma relevante graças à normalização de efeitos temporais de custos cambiais e a uma alavancagem operacional mais robusta. A Gerdau projeta volumes em alta de 7% na comparação trimestral no Brasil, enquanto a América do Norte deve entregar outro trimestre forte, com Ebitda de R$ 2,565 bilhões e margem de 26%.

No lado oposto, o Banco do Brasil enfrenta apenas uma melhora modesta. As provisões continuam sendo a principal pressão sobre os lucros, e o segmento do agro segue como fator de oscilação, com pagamentos abaixo do esperado e pontualidade em torno de 70%. A JBS deve apresentar resultados mais fracos na comparação anual, pressionada pelo aumento de custos na divisão de carne bovina nos Estados Unidos e por uma recuperação mais lenta dos preços da Pilgrim's Pride. A Natura enfrenta um trimestre desafiador, com queda esperada de cerca de 10% na receita anual no Brasil, reflexo de atualizações de sistemas e mudanças nas políticas de canais. A Marcopolo deve vir abaixo do consenso, com um mix desfavorável, menor rentabilidade nas exportações e inflação de custos pesando sobre as margens.

O Grupo Mateus também não deve brilhar, com vendas em mesmas lojas em queda de 7,5% na comparação anual, em um ambiente de consumo desafiador. A compressão de margem Ebitda de 112 pontos-base reforça a leitura de um trimestre mais fraco. A Pague Menos deve desacelerar, com SSS de 8,1% na comparação anual, abaixo dos 17% do primeiro trimestre, enquanto os ganhos de margem também perdem força. Para aqueles que buscam oportunidades de entrada, analistas do Itaú BBA apontam que a WEG poderia ser comprada próximo a R$ 40, caso o resultado seja mal recebido, implicando em um múltiplo P/L de 25 vezes para 2027. A Localiza já está sendo negociada a níveis atrativos, com P/L de 8,7 vezes para 2027. Uma liquidação nas ações da Marcopolo também poderia criar um ponto de entrada interessante, considerando a solidez do balanço patrimonial e o potencial de lucros a médio prazo. A temporada de balanços promete movimentação, com setores como energia, bancos e varejo merecendo atenção especial dos investidores.

A expectativa geral do mercado é de resultados positivos, com crescimento robusto de lucros de 38% em relação ao ano passado
— Equipe de estrategistas do Bradesco BBI, liderada por Pedro Grimaldi
Os preços sustentados do petróleo e a execução operacional robusta devem mais do que compensar o impacto negativo do imposto de 12% sobre as exportações
— Santander, sobre Petrobras e PRIO
Quieres la nota completa? Lee el original en InfoMoney ↗
Contáctanos FAQ